Peça, ao invés de reclamar. Por Lucianna Golonni.

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A convivência humana é permeada por conflitos e, nesse momento de confinamento, estão se multiplicando cada vez mais. Sempre foi difícil dividir espaço com outros, seja em casa, na empresa, na escola, na vizinhança…. Porém, hoje, o convívio dentro de casa, forçado e imperioso, trouxe ainda mais desafios às nossas vidas.

O conflito é natural por estar atrelado a diferenças nas expectativas de cada um de nós. As divergências sobre o que precisamos em determinado momento é o cerne dos desentendimentos.

O que pouco se fala é que o natural é a divergência, que, por si só, não é o embate. Ela pode ficar, tão somente no campo mental. Transforma-se em conflito quando a externamos. Portanto, o conflito pode e deve ser evitado. E há várias formas de fazê-lo. Uma delas é saber ser assertivo quanto ao que é importante para nós.

Parece simples, mas temos um impulso de, ao nos vermos contrariados, automaticamente começarmos a reclamar, criticar o outro. Eu falo sobre Comunicação Não-Violenta, que é uma abordagem que é maravilhosa, mas necessita de aprendizado. E o que sugiro aqui é algo muito mais simples. É somente procurar pedir, ao invés de reclamar.

Já parou para pensar o quanto se poupa de energia, desgaste e briga ao fazer isso? O isolamento é realidade para muitos hoje. O convívio em casa traz à tona essas divergências o tempo todo.

A grande dica que fará toda a diferença é resistir ao nervosismo e à consequente vontade quase irresistível de reclamar. De dizer o que você gostaria que o outro tivesse feito.

Em vez disso, respire e simplesmente peça o que quer. Acredite, tenho feito isso e muito. E todas as vezes em que sucumbi e reclamei, me arrependi. Substituí as reclamações por pedidos simples e claros. E um novo mundo se abriu. É incrível a diferença.

Não se importe se o outro já deveria ter feito e não julgue que ele deveria saber de antemão o que se espera dele. Seja para com seus filhos, companheiro, companheira, seus pais, um colega de trabalho. Não importa. Nessa época tensa com todos nós tão vulneráveis, não haverá espaço para uma crítica ser feita e, em seguida, ser bem acolhida pelo outro.

O resultado é libertador. Peça o que é importante para você e, com a sua tranquilidade em se posicionar, a chance de o outro atender é muito grande. Caso isso não aconteça, simplesmente, faça você mesmo. Esforce-se ao máximo para não brigar. E o universo vai te responder melhor do que imagina. Afinal, recebemos exatamente o que entregamos. E se oferecemos críticas e reclamações, receberemos o mesmo de volta…

Lucianna Golonni é palestrante e consultora em Comunicação Empática. Professora do IDCE Escola de Negócios, é pós-graduada em Negócios Internacionais pela UERJ.