Falhas e assertividade na comunicação dentro das empresas.

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Errar, todos nós erramos!

Errar é bastante democrático e atinge todos nós que estamos trabalhando, que estamos nos expondo e tentando acertar em nosso cotidiano corporativo.

Mas as falhas de comunicação precisam e podem ser evitadas porque elas têm consequências e vão reverberando até alguém perceber que o e-mail foi enviado para a pessoa errada, por exemplo.

Segundo uma pesquisa divulgada em 2018, pela The Economist Intelligence Unit, um braço da revista ‘The Economist’, mais da metade (55%) dos profissionais entrevistados perdem algumas horas por semana resolvendo ‘pepinos’ causados por falhas na comunicação, sendo que cerca de 16% perdem mais de um dia por semana por este motivo.

O interessante é que boa parte da origem do problema são os variados estilos de comunicação (42%), a falta de clareza na distribuição das responsabilidades (34%) e, claro, uma questão que nós comunicadores já sabemos; as falhas de comunicação das pessoas com os líderes (média gerencial), que somam quase a metade dos problemas relativos ao tema (49%).

Bem, estes dados são interessantes, mas foram registrados em outro cenário, o qual não temos agora, quando menos pessoas circulam nas empresas e milhares de ligações remotas são feitas diariamente neste local super organizado para o trabalho: nosso lar.

O que podemos fazer para sermos mais assertivos e eficientes em nossa comunicação corporativa?

Uma técnica muito simples é parafrasear o interlocutor após uma breve reunião. Repita com as suas próprias palavras e veja se o que você entendeu é mesmo o que ele disse. Nem sempre a comunicação foi clara, isso não custa nada e dá uma sensação final de que todos estão na mesma página.

Eu sugiro fortemente falar, entrar em call, nem precisa de imagem. Prefiro, sim, com a câmera ligada (dá mais recursos para completar a mensagem e efetivar a comunicação), pois uma boa conversa pode economizar o envio de vários e-mails em que você não perceberia o tom de voz e a expressão da outra pessoa antes de tirar suas conclusões.

É importante ter uma pauta (pode ser um rascunho no papel), ser objetivo, não levar tudo para o lado pessoal, dar tempo de resposta ao outro (não temos ideia do que a pessoa está priorizando lá do outro lado) e sermos empáticos.

Temos muitas ferramentas para nos ajudar e viabilizar nosso trabalho em casa, evitando que nos tornemos vetores desta pandemia, mas o básico ainda é uma simples conversa educada, de pessoas que trabalham para um mesmo objetivo.

Deborah Sousa é jornalista formada e especialista com MBA em Gestão da Comunicação Organizacional.

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