- Então, hoje é o dia? - Sim! - Para se comemorar? - Hum... Por Marcondes Neto e Marcelo Ficher.

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Parabéns a vocês da ABRP RS/SC pela lembrança muito oportuna, devida, e bem produzida – nesta data querida.

Vocês são exemplo de mobilização e de resgate. Nosso estado (RJ), por exemplo, há muitos anos não tem um capítulo da ABRP Nacional – o que é uma lástima!

Gratíssimo abraço a todos! E vida longa à ABRP RS/SC!


Neste momento em que uma ameaça de retrocesso atinge os Conselhos Federais/Regionais das profissões regulamentadas é urgentemente necessário recuperar a memória das lutas daqueles que nos antecederam.

O Sistema Conferp-Conrerp foi criado a partir dos esforços postos em marcha pelos pioneiros relações-públicas reunidos sob a ABRP, em 1954. Eles redigiram o que o Governo Federal viria a sancionar em 1967.

Quem não leva em consideração a história, o passado, perde o presente e compromete irremediavelmente o futuro. Uma profissão dedicada à cidadania e à institucionalidade tem o dever de se postar contra os desmandos.

Marcondes Neto, diretor presidente do OCI


Neste momento em que outra ameaça – esta ‘dentro de casa ‘ – se coloca e põe em risco o ordenamento de tudo o que a ideia da criação da profissão nos legou, é preciso refletir e advertir:  

A cumplicidade dos meios e modos de se fazer comunicação corporativa no país com os absurdos enlevados pelos representados é uma mácula dos nossos tempos, com a permanência dos piores vícios de origem: defender o indefensável e dar cobertura doce a amargas atitudes empresariais e governamentais.

Quanto sabem – e se calam – os profissionais de RP que auxiliam os da pior espécie no mundo dos negócios, dando ensejo a biombos de desinformação e embuste em nome do sigilo contratual e da fidelidade canina aos contratantes?

Quem você conhece que veio a público dizer que se recusa a cumprir tarefas que sejam lesivas ao interesse público, que se demitiram por não concordar com ações enganosas e criminosas?

Onde estavam os RPs da Vale, da Samarco, da Odebrecht, da Volkswagen, e de todas aquelas empresas que, nos últimos anos, demonstraram desprezo pela Humanidade, pelo Planeta, e seguiram fingindo não saber para preservar cargos e contas?

Quando foi que o ‘Sistema’ veio a público para defender a democracia, a ética e os valores para todos, a despeito do perfil de sua base de representados, em nome de um bem maior?

Instituições de prestígio inequívoco vêm a público para desancar maus profissionais e empregadores para proteger a sociedade, sejam médicos, advogados ou engenheiros – para citar aqueles que têm mais influência nos destinos do país. O nosso Sistema é servil; pela empregabilidade dos seus associados, a despeito de tudo o que possa fazer – ou não fazer – quem os contrata.

As relações que deveriam ser públicas foram privatizadas e se tornaram escravas dos desmandos particulares, de grupos de poder e de gananciosos de toda ordem.

Para o Conferp não tem joio nem trigo. Se ‘quitou o boleto’, merece respeito e dedicação.

Uma lógica perversa, nociva e histórica que mantém imagem e reputação de criminosas corporações sem nenhum compromisso com as partes correlatas na condução dos negócios.

Um vexame.

Marcelo Ficher, diretor executivo do OCI


Marcondes Neto e Marcelo Ficher – ambos RPs formados pela UERJ – são cofundadores (em 2013), com Lúcia Duarte (RP, UERJ) e Pollyana Escalante (RP, UFMA) – deste OCI. Os dois, em 2014, homenagearam – com um livro – a atividade de RP, então em seu centenário no Brasil:

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