PAPO DE TERÇA - A criatividade é um pássaro livre. Por Nathália Corrêa.

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É complexo falar sobre criatividade. Aliás, começo com esse questionamento: o que é ser criativo ou criativa para você?

Quando queremos saber o significado de alguma palavra, normalmente, recorremos ao dicionário ou ao Google, não é? O Aurélio traz a seguinte definição: ‘capacidade criadora, engenho, inventividade, capacidade que tem um falante nativo de criar e compreender um número ilimitado de sentenças em sua língua’. Na prática, cada pessoa traz consigo um pouco de criatividade, mesmo que você julgue não ter esse talento.

Quem trabalha com comunicação, frequentemente é cobrado para pensar ‘fora da caixa’ e apresentar soluções criativas para seus clientes. Mas, qual é essa caixa que todos falam? Ou melhor, aproveitando a metáfora, qual é essa gaiola que te prende?

A criatividade não está só. Ela é um processo que segue algumas etapas e vem acompanhada de outras análises:

#ETAPA 1: DEFINIÇÃO

Apresentar soluções criativas não é uma ação mágica ou inventar algo num piscar de olhos. São necessários alguns elementos como conhecimento, estudo e pesquisa sobre o cliente ou o assunto que será pauta da sua criação. Senão, ao invés de solução criativa, você estará apenas desenvolvendo uma ‘ideia criativa’ que não passa de algo bonito e, muitas vezes, nada funcional. Entende a diferença?

#ETAPA 2: EXECUÇÃO

Após essa etapa de imersão e conhecimento sobre o objeto da sua criação, o próximo passo é a execução. Você começa a dar asas à sua imaginação, deixa a chuva de ideias surgir, anota tudo e seleciona as melhores. Essa etapa é a mais empolgante, principalmente quando gostamos do resultado da nossa criação.

#ETAPA 3: DEFESA

Dizem que a propaganda boa é aquela que não precisa ser explicada. Sim, não dá para criar algo que ninguém entenda a referência. Porém, uma boa defesa é indispensável para vender seu processo criativo. Afinal, cada pessoa enxerga uma peça publicitária, por exemplo, com um olhar diferente. E nessa etapa, é essencial que você tenha confiança na sua criação para defendê-la diante da sua equipe de criativos ou da diretoria.

#ETAPA 4: APLICAÇÃO

Agora que você já se acha super-criativo e teve uma excelente sacada para o seu cliente é o momento de fazer o advogado do diabo e analisar se ela é aplicável. A parte que eu falei ali na etapa 1 sobre ser funcional, lembra? Junto com sua equipe, tente encaixar essa solução, que já foi aprovada como criativa, na realidade do seu cliente e analise se vai funcionar. Se for aplicável, deu ‘match’ e você já pode pegar mais uma xícara de café e partir para o próximo desafio.

A criatividade é um pássaro e as ideias são o céu em sua imensidão. Você tem duas escolhas: engaiolar seu lado criativo ou abrir as asas para voar e escolher as ideias que irão direcionar esse voo. Quando você opta pela liberdade criativa, fica mais fácil acertar o caminho e ir cada vez mais alto.

Permita-se decolar!

Imagem: Clark Van Der Beken por Unsplash

Nathália Corrêa é bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e tem MBA em Marketing Digital. Atua na gerência de marketing e mídias sociais.