Metaverso: ele não veio para confundir, mas sim para ser compreendido. Por Andrea Nakane.

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Tudo que é muito diferente, que não nos remeta a uma certa tradição, nos gera temores e até mesmo sérias desconfianças.

Em ambientes midiaticamente disponíveis para todos, as vozes nem sempre são as mais fidedignas e comprometidas, e acabam por disseminar inverdades, batizadas com um termo contemporâneo: fake news ou pós-verdades.

A palavra do momento que circula, com toda força e mistério, ainda pouco revelada é Metaverso. Para muitos algo do futuro, para outros já presente.

Muitos nem compreendem exatamente do que se trata e já torcem o nariz. Outros alegam que é pura ficção de Matrix, tornando-se realidade. Ou melhor, fantasia travestida de realidade. Um mundo que será dominado totalmente pelas ambiências tecnológicas, nas quais o ser humano será simplesmente reconhecido por avatares.

Nossa! Enredo que realmente aflige… porém são tantas considerações sem fundamentação que a gente sinceramente começa a se sentir ameaçado por tantos repertórios que estão atrelados ao Metaverso.

Antes de tudo é importante buscar fontes seguras, críveis e de elevada responsabilidade para justamente termos a capacidade de compreender e se posicionar sobre algo que não virá substituir a interação real, mas será um componente de maior impulsionamento da jornada da experiência de todos nós, cidadãos, prosumidores, empregados, empresários, e, é claro, participantes de eventos, em toda a sua extensa gama de tipos.

Para explicar de forma simplificada, o Metaverso é definido como um ambiente digital no qual é possível alcançar níveis de imersão e interação muito mais plenos do que o que temos atualmente. E isso será realizável com a ajuda de realidade virtual, realidade aumentada e internet com velocidade e boa conexão – o que devemos ter principalmente após a chegada do 5G no Brasil, tomara que não demore…

A partir da junção dessas e de outras ferramentas tecnológicas, teremos a criação de espaços virtuais com cenários próximos à realidade com a proposta de simular situações que vivemos no cotidiano de maneira bem realista.

Para começar a compartilhar informações recomendo a leitura do livro Metaverso – A próxima fronteira da inovação, de Renato de Andrade. O autor, frente a tanta desinformação sobre o tema, decidiu reunir seu expertise para desenvolver um e-book, de 145 páginas, incluindo as principais referências mundiais, para colaborar justamente com a oferta de um visão objetiva, rica e diversificada.

Disponível por meio da plataforma Hotmart – https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/metaverso-a-proxima-fronteira-da-inovacao/X70717123F, a obra digital é uma das raras já escritas em português e com valor extremamente acessível.

Renato Abreu Ortiz de Andrade é designer especializado em tecnologias imersivas e seu curriculum lhe permite contato direto com toda essa onda disruptiva. Ele atua profissionalmente em startups e empresas de tecnologia e inovação desde 2018, trabalhando em diversos projetos como designer de interfaces para aplicações web, mobile, games, AR, VR e plataformas de metaverso. Fez parte das equipes vencedoras de dois hackathons e foi um dos mentores do Startup Weekend Vitória 2021.

“O Metaverso nada mais é que uma simbiose do real e virtual, por isso a discussão de um ou outro é rasa e sem sentido”, esclarece Renato de Andrade.

No sumário do livro, há espaços amplos e exemplificações da aplicabilidade do Metaverso em diversos e diferentes segmentos econômicos, incluindo eventos, entretenimento e turismo, repleto de casos já muito concretos de suas idealizações.

“Recomenda-se que no início sejam criados eventos mais simples e fechados, para testar as capacidades e funcionalidades das plataformas e só então posteriormente fazer um grande evento em uma plataforma que suporte conexões massivas”, afirma o autor em sua obra.

A leitura desse livro torna-se imprescindível para todos da cadeia produtiva de eventos, já que por meio de uma abordagem didática, cristalina e sem rodeios, permite ao leitor, mergulhar com toda sede de aprendizado nos saberes que logo, logo, se tornarão vitais para a atualização profissional de todos nós. Eu já comecei e garanto que está valendo muito a pena.

Semana que vem uma pesquisa inédita no mercado irá ser iniciada para justamente identificar o nível da familiaridade do mercado de eventos com essa nova realidade. De novo, quanto mais informações reunirmos, mais teremos o domínio de algo que hoje, para muitos, desconecta, mais que conecta, mas não precisa ser assim. Afinal, somos nós que controlamos todo o potencial por trás de tanta tecnologia, mas, para isso, conhecer é preciso!

Andrea Nakane é bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Relações Públicas. Possui especialização em Marketing (ESPM-Rio), em Educação do Ensino Superior (Universidade Anhembi-Morumbi), em Administração e Organização de Eventos (Senac-SP), e Planejamento, Implementação e Gestão da Educação a Distância (UFF). É mestre Hospitalidade pela Universidade Anhembi-Morumbi e doutora em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo, com tese focada no ambiente dos eventos de entretenimento ao vivo, construção e gestão de marcas. Registro profissional 3260 / Conrerp2 – São Paulo e Paraná.