Embarcando em uma nova empresa na pandemia [duas vezes]. Por Giovanna Travensolo.

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A pandemia transformou completamente a forma como trabalhamos. Vamos ficar em esquema home office? Teletrabalho? Vamos considerar pessoas de outras cidades para as posições? Como manter a cultura de um time que está distante? Como integrar novas pessoas à nossa realidade? Essas foram algumas de várias questões e preocupações que todos nós enfrentamos.

Durante esses dois anos de pandemia, eu embarquei em dois novos desafios profissionais e tive a experiência de iniciar, me manter e me desligar de empresas de forma 100% remota. Claro que a realidade é muito diferente do que era e é muito estranho não poder encontrar as pessoas para um happy hour, chamar no escritório para tirar uma dúvida rápida, ou dividir um almoço em algum “PF” próximo.

Mas o que mais me intrigou nesse período foi a forma como as empresas e os funcionários estavam colaborando para manter e propagar a cultura da empresa e como as novas pessoas se sentiam – ou não – inclusas nesse novo formato.

Em minhas duas experiências, o momento de onboarding foi essencial para que eu me sentisse incluída. Ter um momento especial para receber as novas pessoas, ensiná-las sobre os valores, produtos e áreas da companhia é fundamental para que os novos integrantes entendam mais sobre a empresa. Mas o onboarding vai muito além disso, trata-se da preparação para receber o novo colaborador desde uma boa comunicação sobre o processo e datas de entrada, bom suporte no envio de equipamentos necessários e até a inserção dessas pessoas nos canais oficiais.

Em ambas as experiências eu tive uma ótima recepção e, de forma geral, também não foi difícil me integrar com meus novos colegas, que sempre se colocaram à disposição para tirar dúvidas e fazer os famosos “happy hours virtuais”, além das ações de integração da área de gente e gestão que ajudaram a fomentar essa conexão à distância.

Mas enfrentei um panorama, nos dois casos, que muito se assemelhava aos que já enfrentávamos presencialmente: como manter a cultura e os valores de uma empresa que dobrou ou triplicou de tamanho?

Essa pergunta está longe de ter uma solução pronta e é algo que muitas startups que estão crescendo em um ritmo acelerado estão enfrentando, mas agora com um agravante: a distância. Percebo que a quantidade de tarefas e o cansaço de telas tem tornado ainda mais difícil a manutenção de momentos de integração e a proximidade dos times e de todos os colaboradores de uma forma geral.

Esse é um verdadeiro desafio para as áreas de gente e gestão das empresas, que estão a cada dia trazendo soluções e alternativas inovadoras, e eu, como comunicadora e entusiasta da área, estou adorando acompanhar.

Giovanna Travensolo é graduada em Relações Públicas pela Unesp e pós-graduada pela Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa. Nas suas próprias palavras: “movida pelo poder que a comunicação tem e em como ela pode mover mundos”. Atualmente, é consultora de projetos na Matchbox.