Você sabia que a dependência afetiva é mais comum do que você possa imaginar? Por Andrea Ladislau.

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Sim, ela pode acontecer por muitos fatores, desde os culturais, os socioeconômicos, mas principalmente, os emocionais.

Por exemplo, uma baixa autoestima, sentimento de solidão crônico, sensação irreal de abandono, traumas vividos na infância ou adolescência, dificuldade de se relacionar socialmente, medo de lidar com conflitos amorosos, hipersensibilidade, carência, instabilidade psicológica, ou seja, características que podem tanto estar presentes na personalidade ou vida de uma pessoa comum, como também podem ser sintomáticas de alguns transtornos mentais.

Mas seja lá qual for o motivo, é importante que a pessoa dependente afetiva, principalmente do parceiro ou parceira, podendo também ser familiar, tenha auxílio psicológico ou até psiquiátrico para alcançar estabilidade mental e também desenvolver seus próprios mecanismos de defesa frente às dificuldades que surjam na sua vida para que não atrapalhem seus sentimentos e não desenvolva um ambiente de “escravidão”.

No entanto, apesar das evidências, na maioria dos casos o dependente não nota que está preso a esse círculo vicioso, precisando de apoio e informação externa.

À medida que a pessoa vai fazendo terapia, através das ferramentas utilizadas por psicanalista ou psicólogo, a pessoa eleva a autoestima, o amor próprio, elimina inseguranças e gerencia suas emoções através do autoconhecimento. Colocando-se no local de autocuidado e empoderamento pessoal.

Afinal, ninguém precisa estar preso a nada e nem a ninguém. Tal limitação emocional pode e deve ser melhor apurada para se compreender e responder perguntas simples como:

– Por que preciso tanto da aprovação do outro?

– Por que não confio em minhas intuições e nos meus desejos?

– Por que me sinto seguro apenas quando alguém me valida?

– O que quero provar a mim mesmo quando deixo a carência me dominar?

Vamos à reflexão?

Andrea Ladislau é graduada em Letras e Administração de Empresas, pós-graduada em Administração Hospitalar e Psicanálise e doutora em Psicanálise Contemporânea. Possui especialização em Psicopedagogia e Inclusão Digital. É palestrante, membro da Academia Fluminense de Letras e escreve para diversos veículos. Na pandemia, criou no WhatsApp o grupo “Reflexões Positivas” para apoio emocional de pessoas do Brasil inteiro.