O plástico do futuro. Bioreset inova com plástico 100% biodegradável e de tecnologia brasileira. Por Érica Bassi.

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O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), prevê que a poluição causada por plásticos duplique até 2030. “Até 2050, se as tendências atuais continuarem, nossos oceanos terão mais plásticos que peixes”, diz estudo divulgado no Fórum Econômico Mundial.

Diante da preocupação mundial e crescente com a poluição causada pela produção e descarte incorretos desse bem de consumo necessário ao nosso cotidiano, já há 3 anos, Fernando Piovesana, administrador de empresas com vivência em startups de tecnologia no Brasil e EUA, e Carlos Sassano, mestre e doutor em Bioprocessos, trabalham na pesquisa e desenvolvimento de um bioplástico sustentável e desenvolvido à partir de polímeros biodegradáveis. Em 2019, criaram a Bioreset, uma startup localizada no Centro de Inovação e Empreendedorismo de Jacareí (CIEJ), cidade da região do Vale do Paraíba, no eixo Rio-São Paulo.

“A reciclagem ainda é uma solução com baixa efetividade, pois os custos com logística, separação e descontaminação dos materiais coletados são muito altos. No mundo, em média, apenas 7% dos itens plásticos descartados são reciclados, enquanto no Brasil essa taxa não chega a 1,5%. Nossa solução é mais simples e com custo muito competitivo ao do plástico comum, fornecendo aos fabricantes um composto que, se for descartado de forma incorreta, não prejudicará o meio ambiente, mantendo as mesmas características do plástico de petróleo”, diz Fernando.

Pellets – bioplástico para indústria

A startup de biotecnologia, agora em fase de aceleração e com o MVP (produto mínimo viável – em inglês) pronto, desenvolve um substituto do plástico comum, de composição totalmente orgânica, produzido a partir de fermentação microbiológica que produz um material polimerizável, altamente escalável e que pode ser aplicado na indústria plástica sem a necessidade de grandes adaptações. O projeto segue em análise pela Fapesp e a Bioreset já recebeu aporte de investidores-anjo.

Polímero Seco

Diferente das soluções vendidas atualmente como biodegradáveis – que na verdade fragmentam as partículas em microplásticos -, a Bioreset utiliza resíduos industriais e agrícolas para desenvolver um polímero 100% orgânico capaz de substituir o plástico na indústria de embalagens e descartáveis para qualquer tipo de produção: extrusável ou injetável, sendo inteiramente biodegradável. A prova disso é que esse bioplástico se decompõe entre seis meses a um ano. Atualmente Fernando, Carlos e equipe dedicam-se à pesquisa e projetos-piloto de aplicações em embalagens diversas, descartáveis, tais como tampas de garrafa para indústria de bebidas, e acessórios pessoais, como óculos de sol.

Tampa Protótipo

Para mais informações – https://www.bioreset.com.br

Érica Bassi, relações-públicas, foi delegada do Conrerp2 no Vale do Paraíba (Gestão Transparência 2019 – 2021), e é atual conselheira na Gestão Somando Forças 2022 – 2025. Já passou por mídia, atendimento, redação e tráfego em agência de propaganda. Atuou também com relações comunitárias no poder público, em associação de moradores. Busca um lugar ao Sol inicialmente empreendendo como MEI em Relações Públicas. Acredita no potencial da Comunicação Institucional e defende um lugar nas mesas de debate sobre Inovação e Tecnologia diante da importante contribuição da área de RP para a ampliação do potencial empreendedor brasileiro, tanto regional como nacionalmente.