BOAS PRÁTICAS EM COMUNICAÇÃO - Assessoria de Comunicação e suas especialidades: quando ajuda atender nichos?

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É comum as assessorias de comunicação venderem-se a partir dos nichos em que são especializadas. Assim como o marketing foi fragmentado há algumas décadas, hoje a comunicação também prova essa situação. Temos assessorias especializadas em cultura, saúde, esportes, política e por aí vai. Mas, será que para o empresário isso é vantagem?

Ao optar por uma assessoria especializada, o comunicador conhece muito bem o mercado de seu cliente. Ele entende bem o linguajar da área, conhece pessoas-chave para alavancar a imagem do cliente, possui relacionamento com a mídia especializada e blogueiros. Nesse bom relacionamento, inclui-se a procura espontânea dos jornalistas pelo assessor, tornando seu cliente uma fonte. O trabalho fica mais simples na medida em que o comunicador conhece bem o mercado do seu cliente, pois vai ganhando afinidade. Outro ponto positivo é que determinadas categorias profissionais possuem hábitos bem peculiares para lidar e, tendo o contato constante com o pessoal da mesma classe, acostuma-se.

No entanto, ao vivenciar repetidas vezes o mesmo nicho, o comunicador pode, sem querer, se perceber (se é que vai perceber…) míope, sem frescor. Estando tão acostumado a lidar naquele mercado conhecido, ele pouco se desafia, não testa outras oportunidades e segue trabalhando com um ritmo constante. Além disso, dependendo do setor e dos clientes, a assessoria não pode atender a mais de um cliente no mesmo ramo, começando um processo de fechar as portas para clientes e negar ‘jobs’. Isso é ruim para o negócio. Além disso, o comunicador pode ser tachado como assessor daquele determinado segmento e ponto. Não é mais considerado para outros trabalhos, que poderiam ser mais rentáveis e interessantes para sua empresa.

Particularmente, gosto de trabalhar com os nichos. Sinto-me segura. Mas, quando trabalho em algo diferente, sinto-me desafiada. Na vida profissional é muito importante não adquirirmos rótulos. É bom ser especialista, mas é bom também ser lembrada pelo profissionalismo, pela análise de mercado, de qualquer um. Mas, voltando ao ponto inicial, quer saber se ajuda ou atrapalha ser especializado? Com segurança digo que depende do cliente, da sua necessidade principal, e do grau de dificuldade do seu mercado. Outra variável para se levar em conta é a urgência por resultados. Conforme for, não dá tempo de esperar o assessor se ambientar. É preciso ser ligeiro. O importante aqui é saber que existem profissionais e empresas especializadas e, com um bom papo, é possível reconhecer se aqueles são os melhores profissionais para cada caso ou se vale buscar o novo. Afinal, o cliente também deve inovar!

Gisele Passos Lima Romanel é relações-públicas e jornalista, com duas outras especializações e um mestrado. Empresária desde os 22 anos, foi professora universitária por 12 anos e, agora, decidiu compartilhar sua visão sobre os negócios de comunicação, seus acertos e infortúnios.

Imagem: Freepik.

Legenda: Tal como novelos de lã, com espessuras, tipos e cores distintas, a assessoria de comunicação pode também se especializar em nichos. Até onde isto é vantagem para o empresário?

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