Recall não feito, mata!

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Impressiona a notícia veiculada anteontem nos telejornais noturnos – e que estava ontem, sem crédito pessoal, como da agência Reuters, n’O Globo (P. 21), sob o título “Executiva diz que ação da GM foi ‘inaceitável’.”

Um processo de recall, rotineiro para as indústrias, que não foi feito, resultou em – até agora – nada menos que 13 mortes!

Não seria o caso de criar uma punição “de morte” para empresas que… matam por negligência?

A General Motors (GM) e sua co-irmã Chrysler, aliás, foram salvas da “morte” (por falência) pela administração Obama. Sim, a mesma administração que não consegue garantir tratamento da saúde para milhões de pessoas.

E, agora, um problema dos “dispositivos de ignição”, descoberto em 2001 (!), revela-se não tratado pelo devido recall, “porque era custoso demais”.

Isto remete ao rumoroso caso do Ford modelo Pinto, o qual também matou – dezenas de pessoas – na década de 1970, e que gerou até filmografia; “Julgamento Final” (“Class Action” no original, em inglês), película de 1991 do diretor Michael Apted, e na qual um analista atuarial diz, textualmente, “pelas estatísticas, o número de ações que dariam entrada na justiça, e seriam ganhas, significava um gasto muito menor do que o de um recall“.

O caso dos processos de recall é claramente um tema para as leis de proteção ao consumidor e, portanto, algo já bem amparado e fora da esfera de uma ação relacionada a comunicação institucional. Mas este OCI manifesta-se pela tese de que a responsabilidade por produtos e serviços, e por marcas de produtos e serviços, escuda-se, também, na credibilidade das marcas de empresa, institucionais. O que torna a questão válida para análise sob a legislação que rege as relações públicas.

Leia a íntegra da notícia – http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/executiva-diz-ser-inaceitavel-demora-da-gm-em-resolver-defeito-em-ignicao-12059546.

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