Pioneira no mobile, TAKE aposta em chatbots para aproximar marcas e consumidores.

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Com mercado promissor, empresa já registrou quase dois milhões de mensagens trocadas via chatbot em apenas uma semana.

O crescente uso de aplicativos de mensagens tem modificado a relação entre as marcas e seus clientes e impulsionado a adoção de novas tecnologias, como os chatbots, robôs capazes de interagir via chat no atendimento ao cliente. No Brasil, onde o segmento começa a ganhar força, a Take, pioneira no mercado mobile e criadora da plataforma BLiP, que permite desenvolver chatbots, já registrou a troca de quase dois milhões de mensagens nesses novos canais em apenas uma semana.

De acordo com um estudo da Fjord, empresa da Accenture Interactive, o uso de chatbots é uma das grandes tendências para o mercado em 2017. Indo ainda mais longe, o especialista Ray Kurzweil, diretor de engenharia do Google, aposta que, antes de 2029, as máquinas já terão habilidades cognitivas e emocionais tão desenvolvidas que não será mais possível diferenciar a interação humana da inteligência artificial.

No Brasil, o potencial para o crescimento do mercado de chatbots é grande. Segundo uma pesquisa da Opinion Box em parceria com a Take, a maioria dos consumidores brasileiros (40%) prefere se comunicar com as empresas por meio de mensagens de texto, enquanto 30% optam por voz e outros 30% por conversas presenciais. No entanto, 70% dos entrevistados se dizem dispostos a interagir por aplicativos como Facebook Messenger e WhatsApp.

“É natural que as pessoas estejam abertas a interagir nesses canais por causa das facilidades que eles representam no dia a dia. Automatizar esse atendimento é importante para trazer agilidade, mas a conversa com um robô também pode ser frustrante. Por isso, mais do que construir um bot, é preciso preparar muito bem o chat. As pessoas querem ter a mesma experiência que teriam se fossem atendidas por humanos”, explica Roberto Oliveira, CEO e co-fundador da Take.

No mercado mobile desde o início

Fundada em 1999 pelos empreendedores Roberto Oliveira, Sergio Passos e Daniel Rodrigues Costa, a Take nasceu com a proposta de levar a internet móvel, então uma novidade, para o dia a dia das pessoas. Os ringtones foram a primeira aposta da empresa, que chegou a movimentar mais de R$ 250 mil em um único dia e registrar mais de 67 milhões de downloads em apenas um ano.

No decorrer dos anos 2000, a Take criou o Tangram, uma plataforma capaz de se integrar aos sistemas das operadoras nacionais, e passou a desenvolver e gerenciar serviços de comunicação e conteúdo via SMS, como Tim Music Store, Vivo Chat e Vivo Dieta. A empresa também lançou o SMS a cobrar em todo o país e passou a vender pacotes de SMS para empresas.

Líder na América Latina, em 2005 a empresa foi vendida para a japonesa Faith, criadora da tecnologia de ringtone. Comprada de volta em 2008 pelos fundadores, a Take continuou aprimorando a comunicação entre pessoas e organizações. Atualmente, seu principal produto é o BLiP, plataforma de criação de gestão de chatbots integrada a múltiplos canais de mensagem, como Facebook Messenger e Telegram.

Na edição 2016 da Black Friday, a Take desenvolveu um chatbot para as Casas Bahia que ficou ativo por uma semana no Facebook Messenger da página da marca. Primeiro, ele coletou leads de pessoas interessadas em receber ofertas para depois enviar mensagens com promoções relacionadas. Também era possível realizar compras pelo canal. Ao final da ação, 51.300 pessoas interagiram com o bot, que registrou a troca de 1,93 milhões de mensagens.