Nota explicativa - Pesquisa sobre o discurso institucional dos partidos políticos brasileiros.

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Quando, em 2013, o Observatório da Comunicação Institucional decidiu, em assembleia geral, analisar o discurso institucional dos partidos políticos brasileiros, havia uma tese: tal comunicação, no geral, talvez, “não fosse boa”.

A pesquisa permitiria comprovar – ou não – tal tese – e sair do “geral” para o particular.

O trabalho consumiu onze meses e foi concluído, como fora planejado, ANTES do pleito de outubro – para que prestasse um serviço relevante ao eleitor brasileiro. E, ao final, foram convidados dois professores-doutores, um da USP e outro da UFRJ – que não fazem parte do OCI – para avaliar os achados da pesquisa.

E que achados!

Sabendo que a comunicação é “ponta de iceberg” – ou seja – constitui-se da mesma matéria que o todo, a Babel encontrada – em TODAS as 32 agremiações – reflete a indistinção das legendas, o descuido total e absoluto de todas elas em fazer-se claras à cidadania (mesmo sendo as instituições mais importantes – ao lado da Justiça Eleitoral – de uma democracia representativa) e uma – também geral inexistência de coerência ideológica entre discurso (eleitoral) e práticas (quando no poder).

Conseguimos repercussão, sim, do estudo. Mas, infelizmente, não na dimensão que poderia motivar debates externos e – principalmente – internos às legendas e – ideal – mudanças que aproximassem o que se faz com o que se diz; afinal, o viés da análise comunico-lógica.

O establishment acadêmico insiste em considerar a Comunicação (ficamos livres do “Social”, deo gratias) uma ciência social “aplicada”. Em linha com alguns colegas europeus e estadunidenses, discordamos. É ciência social, PONTO.

A Comunicação faz parte – e parte importante – do ‘corpus’ das instituições, e atendendo ao reclamo universal por transparência, deve ser entregue a profissionais que saibam, além de produzi-la, ter assento nos boards para conectá-las com as práticas REAIS da governança corporativa. De empresas, de governos, e de organizações da sociedade civil como, por exemplo, os partidos políticos.

Manoel Marcondes Neto – diretor-presidente deste OCI e coordenador da pesquisa “Leitura Informal do Discurso Institucional dos Partidos Políticos Brasileiros“.

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