VIÉS HUMANO NA ERA DIGITAL - Liderança, Estratégia e Cultura da Inovação.

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Hoje, mais do que nunca, estamos vivendo uma verdadeira corrida pela inovação. A situação atual, de isolamento social e mudanças de hábitos de compra e consumo, tem impactado diretamente empresas e setores inteiros. Por isso, mesmo que a empresa sempre tenha sido resistente a essa pauta, encaremos os fatos: inovar é preciso!

Mas a inovação não é uma lâmpada mágica que você esfrega e aparece um gênio, que lhe entrega três modelos de negócios promissores. É preciso bastante esforço, estratégia, foco e disciplina. Para criar algo novo, seja um produto ou serviço, antes de mais nada, é necessário um alinhamento com a cultura e com a estratégia da empresa.

Falando nisso, essa semana compus um painel de uma live com o tema: ‘ISO 56.002: um framework internacional para inovaçã’, onde estive ao lado especialistas para falar sobre a importância de um processo estruturado para gerar novas ideias.

Muita gente pode se perguntar: – Como algo que denota criatividade e irreverência, como o processo de inovação pode ter a ver com normas técnicas e regras (muitas vezes) rígidas como as de uma qualificação ISO?

Eu respondo: – Muito. Inovação é processo. Precisa de um framework, indicadores, análises e objetivos estratégicos bem definidos. Vai muito além do que colocar pufes coloridos na sala ou post-its na parede. Inovação é método. Por isso, me sinto muito confortável em falar sobre isso com empresários de qualquer setor. Estruturar hipóteses, prototipar, testar, analisar e aprimorar já faz parte do pensamento científico e pode ser aplicado a qualquer área, de qualquer empresa, em qualquer projeto.

Mas, antes de pensar em toda a metodologia, é necessário entender se a empresa está realmente preparada (e disposta) a ter uma cultura inovadora. É como dizia Peter Drucker, o pai da Administração: ‘A cultura come a estratégia no café da manhã’. Inovação precisa ser core business, precisa estar na pauta do Planejamento Estratégico e na da Governança da empresa.

Desde a liderança até cada colaborador, cada um em seu departamento (e suas atividades cotidianas) precisam respirar os ares da inovação e entender como estas novas ideias podem se conectar com os objetivos da empresa.

Muito já se falou sobre a cultura do erro. O Fail Fast (erre rápido) agora vem sempre acompanhado do Learn Faster (aprenda mais rápido ainda). Não é somente errar, é aprimorar processos, o que muito tem a ver com a melhoria contínua que tanto é aplicada nas certificações ISO, que comentei no início do texto.

A companhia precisa estar disposta a criar, a errar (sim, pois é parte do processo) e aprender com tudo isso. De nada adianta fomentar mil linhas de negócio para lançar no mercado sem antes tratar dos bloqueios criativos e das crenças limitantes dentro de casa. Cada nova ideia corre o risco de ser engolida pelos próprios processos internos.

E ser líder na inovação é inspirar e incentivar a criatividade de todos.

E você? Como enxerga a inovação em sua empresa? Todos são incentivados a enxergar o novo, a pensar diferente, a tentar novas soluções, sem medo de uma eventual punição? Comente!

Juliana Burza atua no ecossistema de inovação e tecnologia, apoiando empresas a estarem à frente da Transformação Digital. Mentora, ghostwriter e especialista em personal branding no LinkedIn. Escreve a coluna VIÉS HUMANO NA ERA DIGITAL no portal OCI e é membro do Grupo Mulheres do Brasil (Comitê Mundo Digital e Master Mentoring).