Pesquisa sobre futuro 'tech' aponta desafio de retomar o foco em pessoas. Por Flávia Ferreira.

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O estudo ‘Technology Vision’, divulgado este ano pela Accenture, aponta que o realinhamento do desejo pela criação de valor comercial nas grandes companhias com os valores e expectativas de seus clientes e colaboradores será predominante nos próximos anos. O ‘Nós, os pós-digitais: sua empresa consegue sobreviver ao choque tecnológico?’ mostra que os esforços das organizações para atender a essas necessidades e expectativas podem ficar aquém do esperado, ainda que a tecnologia esteja mais incorporada que nunca nas vidas das pessoas.

Paul Daugherty, Chief Technology&Innovation Officer da Accenture, explica que muitas empresas criaram produtos e serviços digitais sem considerar integralmente o impacto humano, organizacional e social. ”Hoje, estamos testemunhando um choque tecnológico provocado pela tensão entre as expectativas dos consumidores, o potencial da tecnologia e as ambições de negócios — que se encontram num ponto crucial de inflexão das lideranças. Precisamos mudar nossa mentalidade do ‘porque posso’ para ‘porque confio’ — reavaliando nossos modelos de negócios e de tecnologia, criando uma base para concorrência e crescimento” conta.

De acordo com o levantamento, embora alguns se refiram ao cenário atual como ‘tech-lash’, esse termo falha em reconhecer a dimensão em que a sociedade já usa e se beneficia da tecnologia. ‘Mais apropriada é a análise do choque tecnológico entendido como as incongruências entre modelos de negócios e de tecnologia que não estão alinhados às necessidades e expectativas das pessoas’, aponta o levantamento. Tech-lash é um termo cunhado pela ‘The Economist’ que descreve uma reação negativa que a onipotência das gigantes de tecnologia estão começando a gerar entre as pessoas.

O estudo foi realizado com mais de seis mil executivos de negócios e TI no mundo inteiro, em 2019, e contou com as respostas de outros dois mil consumidores. Ainda de acordo com o estudo, manter os modelos de negócios vigentes pode incomodar consumidores e desengajar colaboradores, além de limitar permanentemente o potencial de inovação e crescimento. Abaixo, um dos recortes do estudo:

– Para se adaptar a este novo momento, as empresas terão que criar experiências personalizadas que amplificam os atos e escolhas do indivíduo. Segundo a pesquisa, 85% executivos de negócios e de TI entrevistados (cinco em cada seis) acreditam que as organizações precisam começar a enxergar seus clientes como parceiros.

Acesse mais detalhes da pesquisa no link – https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2020/02/14/olhar-critico-a-tecnologia-determinara-futuro-das-empresas.html

Fonte: Meio&Mensagem

Flávia Ferreira é jornalista pós-graduada em Gestão Estratégica da Comunicação. Com mais de 10 anos de atuação profissional, já navegou pelo terceiro setor, o setor público e o privado, sempre trazendo o viés social para o trabalho cotidiano, seja com comunicação corporativa, gestão de marcas ou reportagens de campo.

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