DNA DE MARCA - Mudanças drásticas costumam vir acompanhadas de críticas.

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Muitas marcas aproveitaram o ano de 2018 e o início de 2019 para atualizar seus logotipos, ou melhor, mudar drasticamente seus logotipos para um estilo mais minimalista e ‘moderno’ e o resultado já era de se esperar: chuva de críticas.

Em alguns estudos realizados vemos que a principal causa da atualização de identidade visual das marcas é a economia brasileira.

Desde o ano 2000, a economia do Brasil passa por fases de relativa estabilidade, o que faz com que as empresas desenvolvam estratégias a médio prazo. Dessa forma observou-se a valorização de algumas empresas, e por conta disso, revisões da identidade visual têm acontecido com maior frequência, atualização de identidades defasadas, e até mesmo mudanças drásticas na identidade e no nome de empresas.

Para explicar melhor sobre esse tema vou citar alguns ‘cases’ importantes, começando pelo maior exemplo de mudança drástica: o redesign do escudo do Clube Atlético-PR. O clube não fez exatamente um redesign, mas um novo escudo, além de mudar o nome ‘Atlético’ para ‘Athletico’. A decisão foi do diretor Mario Celso Petraglia e veio acompanhada por uma enxurrada de críticas dos torcedores. A mudança drástica foi vista como desrespeito pelos torcedores, considerando que Petraglia não levou em conta que um clube de futebol não se trata de uma marca, mas sim de um time que envolve muito mais o emocional do que o racional, envolve amor e lealdade. O grande problema foi que a mudança ocorreu sem a consultoria da torcida, um dos públicos essenciais.

Outro clube que também mudou drasticamente foi o Maringá Futebol Clube; os poucos torcedores que se pronunciaram sobre o anúncio de mudança no escudo pediram para que as modificações não fossem iguais às do escudo do Athletico-PR, ou seja, sem mudanças drásticas.

Não só no futebol ocorreram mudanças drásticas; o plano de saúde Amil também apostou em um redesign ousado. A Amil deixou de lado também a sua cor institucional azul optando pela cor roxa.

O que não podemos negar é que o novo modelo de design seguido pela grande maioria das marcas, totalmente minimalista, ajuda e muito na aplicação da identidade visual, mas falando como uma profissional de Relações Públicas, gostaria de lembrar que antes de fazer qualquer mudança na marca é preciso pensar que junto com o logotipo, lembranças e associações do público e dos consumidores também vão ser deixados para trás.

Maria Gabriela Tosin é graduada em Relações Públicas pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Cursa especialização em Mídias Digitais na Universidade Positivo. Atuou como pesquisadora na área de artes e mídias digitais. Atua como produtora de conteúdo na agência Seward Comunicação Integrada.

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