COMUNICAR É PRECISO - Comunicar não precisa ser convencer.

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Comunicar não é, necessariamente, convencer, é esclarecer, explicar os motivadores, e direcionar.

Este entendimento de que o diálogo não precisa (e não vai) levar um grupo a um consenso pode ser libertador para um líder comunicador.

No entanto, não raro, alguns gestores se questionam então como fazer com que o colaborador cumpra suas tarefas, utilize seus EPIs (equipamentos de proteção individual) ou mesmo atue legalmente e de acordo com as regras de conduta da empresa.

As regras do jogo

O líder precisa utilizar sua capacidade de comunicação para explicar as regras do jogo de forma clara e específica. O colaborador precisa conhecer seus direcionadores e entendê-los para trabalhar alinhado, ainda que pessoalmente não concorde com os motivadores da organização.

Se a diferença de ponto de vista extrapola a opinião e interfere nas atividades, é preciso diferenciar o que é falta de entendimento da postura pessoal e até refletir sobre a permanência ou não na instituição quando algum direcionador ferir o que é valor para o profissional.

Ouvir sem infantilizar

O líder comunicador valoriza a maturidade dos colaboradores, não os infantiliza. Ouve seus pontos de vista de forma ativa, os considera nas suas interações e atua, com uma comunicação não agressiva, quando precisa corrigir algum desvio, procurando reconhecer os diferentes aspectos de uma situação, separar os fatos das teorias, identificar os sentimentos envolvidos e direcionar as ações.

Diferentes pontos vista, direcionadores comuns

Ter um ponto de vista diferente do líder não é insubordinação. O gestor precisa estar preparado para lidar com pensamentos diferentes e estimular o compartilhamento das ideias que enriquecem a convivência e abrem a visão da realidade. Todavia, não pode abrir mão de se comunicar com clareza, esclarecer e direcionar, gerenciando os recursos da melhor forma para atingir os resultados.

Fernanda Galheigo é jornalista com foco em comunicação interna e fortalecimento da liderança. Mãe de gêmeos, é apaixonada pela comunicação como forma de cura, ferramenta de gestão e de qualidade de vida.

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