"Transparência como fator essencial para fortalecer a alma da empresa". (Matéria publicada no caderno Boa Chance d'O Globo de 10/08/2014).

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Boa ChanceCAPA

Deu n’O Globo (caderno Boa Chance) de 10/08/2014 à página 6: “Transparência como fator essencial para fortalecer a alma da empresa”, tratando da empresa de engenharia Radix, segunda colocada no levantamento “Great Place To Work”, edição 2014, entre as empresas com até 1.000 funcionários.

Íntegra (reproduzida no jornal Extra) – http://extra.globo.com/emprego/radix-transparencia-como-fator-essencial-para-fortalecer-alma-da-empresa-13538468.html

COMENTÁRIO

Não fica claro na matéria qual a razão para a escolha da palavra “transparência” do título(*). Na verdade parece mais uma daquelas – infelizes – oportunidades em que se recorre a jargões fáceis, da moda. É como se falar em “inovação” hoje em dia. Quase sempre quer-se referir, como novidade, a coisas que ocorrem no âmbito das empresas há décadas. Afinal, o próprio processo de marketing – disciplina já septuagenária – está baseado na criação de novas soluções para atender, cada vez melhor, a necessidades e desejos de uma clientela.

Daí que vale a pena mencionar que transparência é uma qualidade (muito mencionada hoje em dia, também “como uma moda”) desde sempre demandada – sobretudo por entes públicos e organizações da sociedade civil – e que agora vem, cada vez mais, estendendo sua demanda ao meio de empresas privadas, mormente aquelas com ações negociadas em Bolsas de Valores.

A transparência nos negócios baseia-se em dois pilares básicos: (1) Uma vasta legislação que rege os atos públicos, ou seja, aqueles que demandam “publicidade” ao lado de outros requisitos fundamentais (http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=1396); (2) Um regramento infra-constitucional expedido por instituições como Banco Central do Brasil e Comissão de Valores Mobiliários – voltado à transparência contábil dos “números” das companhias.

Porém, em nosso entendimento, tais demandas legais não bastam. Seria preciso mais ações deliberadas para que se pudesse falar com mais propriedade em “transparência”. Para Manoel Marcondes Neto, diretor-presidente deste OCI, o que denomina “Relações Públicas Plenas” seria um caminho para a transparência. Trata-se de um composto de “4 Rs” (Reconhecimento, Relacionamento, Relevância e Reputação) que se desdobra em 8 estratégias e 16 táticas de ação. Mais sobre em: www.rrpp.com.br.

(*) A única relação – assim mesmo, distante – com “transparência” parece estar no trecho: “Tivemos que apertar o cinto, mas fizemos isso como uma família que se une em um momento difícil. Cortamos o que era dispensável e lutamos juntos para dar conta do resto…”.