O Bradesco e a turma do 'carbono zero'.

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Deu ontem na revista Oeste, na matéria de J. R. Guzzo:

A coleção de princípios e valores das maiores corporações brasileiras foi abandonada em favor do primeiro zé-mané executivo que ganha a vida sendo, ou fingindo ser, politicamente correto.

LINK – https://revistaoeste.com/brasil/o-bradesco-e-a-turma-do-carbono-zero/

Bateu/Levou

LINK – https://twitter.com/BlogPecuariaJa/status/1475996711965368320?t=RbayFY_0NQ0wwLcd5Sbabw&s=09

A rebordosa: depois dos protestos da clientela diretamente atingida pelo conteúdo da mensagem veiculada no anúncio, a retratação.

COMENTÁRIO

Estamos vivendo tempos difíceis, com os discursos (jornalísticos, políticos e corporativos) oscilando entre pólos opostos – pelo menos em termos narrativos ou declaratórios. Muito se fala-se em Millennials, mas também em “Ageísmo”. Para criticar ou apoiar. Fala-se em democracia tanto quanto em controle social. idem. Fala-se em baixas econômicas e em afluência desmedida – para justificar as mesmas “reformas”! Trata-se de suplementos proteicos e nos males da carne. idem idem. O Bradesco quis lacrar… e saiu lacrado.

Lacra ou Lucra?

OK. Desde que a democracia representativa se instalou entre nós, vivemos num frenesi de discursos entre esquerda e direita (embora esses conceitos sejam muito anteriores a qualquer ideia de “representatividade” política de massas).

As empresas – via propaganda – sempre tentaram se colocar à margem dessas disputas. Afinal, reles mortais comunistas e capitalistas apreciam salsichas, assistem TV e adquirem pneus de vez em quando. Mas… isso tinha que acabar…

E as coisas mudaram…

Fomos atropelados pelo “politicamente correto”, e os cânones da comunicação mercadológica não mais funcionavam “como antigamente”.

Aí, adaptamo-nos…

Porém, um novo valor se alevantou! Após 5 décadas (1945 – 1995) de alinhamento auto-dito “progressista” – da cultura, da educação, da mídia -, a internet deu voz a praticamente todos… aqueles que estavam no segmento “receptor” no modelo “clássico” de comunicação (a seguir representado):

E a entropia, ou caos, entrou em cena na comunicação, chacoalhando as posições, os processos e os atores do jogo (como a seguir se procura representar):

Com a voz multiplicada aos milhões (basta passear por um minuto pelo YouTube para sabê-los), os discursos lacradores (definitivos) caíram por terra e as verdades também se multiplicaram – numa espécie exagerada da teoria dos Quanta.

E durma-se com um barulho desses…