Concentração no mercado da comunicação avança... até onde?

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A francesa Publicis e a americana Omnicom anunciaram anteontem um plano de fusão para criar o maior grupo de publicidade (leia-se propaganda) do mundo, no valor de US$ 35 bilhões. A operação deve remodelar o setor, afetando bilhões de dólares gastos mundialmente por grandes marcas globais em campanhas nas mídias tradicionais e na internet. Essa união também pode pressionar os rivais das duas gigantes, como a até então líder global em publicidade (leia-se propaganda), a britânica WPP, a avançarem em acordos que acompanhem as mudanças neste mercado.

Você, gerente de produto na Pepsico, entregaria sua conta de propaganda à agência da Coca-Cola?

Publicis e Omnicom, segundo e terceiro maiores grupos publicitários (leia-se “de propaganda”) do mundo, respectivamente, apresentaram o acordo – assinado em Paris – como uma “fusão de iguais”, em que seus acionistas terão, cada um, cerca de 50% do capital da nova companhia.

Estão querendo “cartelizar” você, anunciante. Opine.

Segundo a Publicis, a transação deve criar “um valor significativo para os acionistas”, com sinergias (leia-se “pessoas desempregadas”) estimadas em UE$ 500 milhões. O grupo resultante da fusão – uma holding holandesa – manterá sedes em Paris e Nova York e será cotada inicialmente nas bolsas de valores de Nova York e de Paris. (Este “inicialmente”… é um perigo!).

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