O Brasil não conhece o Brasil, só faz de conta.

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Link para a íntegra da matéria de Nice de Paula com entrevista a Jessé Souza, presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), n’O Globo de ontem (P. 15) – http://oglobo.globo.com/economia/o-brasil-nao-conhece-brasil-so-faz-de-conta-diz-presidente-do-ipea-15983568

COMENTÁRIO

Algo inusitada a visão deste sociólogo brasileiro. Repare, neste trecho de sua fala, algo muito caro a este OCI:

“O Ipea é uma instituto de pesquisa aplicada, não adianta só saber dados estatísticos e ter a compreensão das classes sociais. O Ipea tem que produzir para a sociedade. Para mim, a pesquisa só faz sentido se é aplicada, se melhora a vida das pessoas. Se não, é blá-blá-blá, serve para enfeite, vaidade individual, mas não é ciência efetiva. A ciência existe para melhorar a vida das pessoas ou não merece esse nome. A gente quer compreender quem são os brasileiros para melhorar a vida deles. O terceiro eixo [desta gestão] será inovação institucional… construindo uma inteligência institucional (grifo nosso). As pessoas estão sempre dentro de alguma instituição, que são os grandes elementos para melhoria de vida de homens e mulheres comuns… A ideia é dotar a instituição educativa, a de saúde, a de treinamento profissional de uma inteligência para adaptá-las às necessidades das pessoas. Fazer com que diminua o que se poderia chamar de má-fé institucional (grifo nosso). O que é isso? As instituições normalmente prometem uma coisa e frequentemente entregam outra…”.

Na contramão de quem detém o poder no Brasil, Jessé Souza não considera como “de classe média” as dezenas de milhões que o país resgatou da miséria e que incluiu no consumo: “Nos últimos dez ou 15 anos, houve ascensão de pessoas em novas instituições, nas universidades e que vêm de vivência distinta da de classe média. Há 70% da população que não são de classe média”.

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