1984, de George Orwell, aqui, agora.

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Deu anteontem na Gazeta do Povo, na matéria de Edilson Salgueiro:

Folha muda título de reportagem e apaga “orçamento secreto”. Jornal substituiu o termo por “emenda de relator”.

LINK – https://revistaoeste.com/politica/eleicoes-2022/folha-muda-titulo-de-reportagem-e-apaga-orcamento-secreto/?utm_source=sendinblue&utm_campaign=eleicoes2022-05-11-22&utm_medium=email

COMENTÁRIO

Na terrível ficção, que na mídia do Brasil vem se concretizando como história real, a labuta diária do personagem Winston Smith consistia em recortar/reescrever e regravar selecionadas matérias publicadas no passado (um clipping e um podcast típicos) para substituí-las por outras narrativas, estas a contento do Grande Irmão, seu patrão.

Isto acontecia no tempo do papel e do rádio (com os olhos do manda-chuva sempre abertos em onipresentes teletelas – em 1948, ano de conclusão da obra de Orwell, a televisão ainda engatinhava). E, assim como jornais, os únicos livros publicados eram, também, edições manipuladas ao sabor do Big Brother.

Pensamento único é isso aí.

Qualquer semelhança com fatos preocupantes que atualmente acontecem no Brasil não é mera coincidência. (Vide o texto de J. R. Guzzo publicado hoje na revista Oeste).

Imagens: TeachPrivacy.com e ThoughtsonThingsAndStuff.com