Qual é a dose de coragem que falta p'ra você ser quem você é? Por Neire Castilho.

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Eu nunca fui “the best” em nada!

Fui uma criança criativa, porém, muito longe de ser uma prodígio.

No quesito beleza, possuía uma beleza exótica (diziam), portanto, muitos me achavam até feia para os padrões da época.

Minhas notas beiravam o sete, ou seja, quando obtinha uma média oito em todas as matérias, era porque havia me saído bem em apenas uma parte delas (português, principalmente).

Hoje, sou uma profissional respeitada, a custo de muitas horas de estudo, correria, insônia, disponibilidade total, ansiedade e medo; não deixei de estudar um único momento na minha vida, concluí pós-graduação e mestrado em instituições particulares (caras), mesmo com dois filhos, que criei sozinha e longe da minha família.

Não pretendo evidenciar as diferenças de oportunidade que existem quando famílias de poder aquisitivo maior sustentam as despesas de seus filhos para que eles possam se dedicar exclusivamente ao desenvolvimento. Quero dizer que, nós, “medianos” temos nosso valor, sabe porque? Porque entregamos o suficiente. E o suficiente é tudo que precisamos para ter uma vida sustentável. Eu já trabalhei para corporações que só selecionavam os “the best” e vi de perto que os problemas, as pressões e os “B.O.s” que esses profissionais enfrentavam eram “tsunamicos”, na mesma proporção das expectativas que os recrutadores colocavam neles. Nomes de cargos em inglês, descrições de habilidades e competências possíveis apenas para Highlanders (guerreiros imortais) separam simples mortais de “profissionais fantásticos”.

Por muito tempo eu quis trabalhar em grandes corporações, e para elas, claro, somos sugestionados a isso o tempo todo, nos vendem status econômico e social se formos aprovados em seus criteriosos processos seletivos, só que não contam que o preço é a nossa alma. E p’ra quem não sabe o que significa entregar a alma para alguém, é simplesmente perder todo o seu livre-arbítrio.

Claro, existem boas corporações, porém, não espere entrar lá se você for suficiente. Tudo tem seu preço.

Esse âmbito concorrencial assemalha-se a um duelo de Titãs, no qual corremos o risco de ser esmagados se “pararmos” para contemplar a força e a fúria dos que se digladiam. E é isso que nos distancia do suficiente. Ao invés de investirmos nossa atenção e desempenho a empreendedores e empresas que estão no estágio intermediário de crescimento, sonhamos em ser “escolhidos” pelos maiores, como uma plebeia é escolhida pelo príncipe encantado.

Eu estou dizendo isso para que você saiba que é possível conciliar trabalho com vida – no sentido social, privado e familiar, se você entregar o suficiente. Claro, tudo isso está ligado às nossas escolhas, e com a nossa capacidade de enfrentar o status quo com força e determinação. Já é hora de entendermos que “não somos” nossos pensamentos, eles não fazem parte da nossa essência, sendo parte externa de nós. Podemos escolher aqueles que queremos nutrir, ou podemos transmutar aqueles que nos impedem de evoluir.

“Ah, Neire, a gente aprende muito nessas corporações”. É verdade. O descompasso do ensino formal e o mercado sempre foi um problema, porém, agora podemos contar com formação teórica e prática oferecida por profissionais, com mestrado e doutorado, que entregam ensino de qualidade, e não estão presos a grades curriculares rígidas que dificultam a agilidade do processo de ensino-aprendizagem, principalmente no marketing.

Segundo a IstoÉ Dinheiro, dentre todas as oportunidades oferecidas na região Sul e Sudeste, a maioria é direcionada para os campos de tecnologia, marketing e financeiro.

Você pode pensar que o marketing mudou, que agora apenas os profissionais técnicos terão oportunidades, aqueles que dominam softwares gráficos e sistemas de comunicação… Pelo contrário, o marketing nunca mudou e nem vai mudar, o que muda são as pessoas. Então, para entender de marketing, basta você querer, de fato, servir pessoas com o seu trabalho; este é o único pré-requisito. Agora, vamos combinar: pessoas são complexas, e o que realmente impacta as pessoas é uma boa comunicação, e isso deixa a disciplina de marketing ainda mais desafiadora.

Você também pode pensar que a sua formação não permite, que se graduou em uma área do conhecimento distante do marketing; então, tenho outra boa notícia p’ra você: hoje é possível ver economistas, engenheiros e até físicos trabalhando na área de marketing.

Os custos de produção caíram bastante e com isso mais empregos foram gerados! Mas para nós da área de marketing, a revolução que surgiu foi: agora até PMEs (pequenas e médias empresas) podem estruturar suas próprias áreas.

Você já pensou em ser Analista de Marketing em uma pequena empresa… a sua, por exemplo? Inserir inteligência a uma boa ideia de negócio e fazê-lo prosperar?

Então, tenha a audácia de assumir quem você é e transforme seus pontos de vista em valor para a sua marca. Como? Decida aprender marketing de forma descomplicada e aplicar técnicas atemporais em benefício da sua causa. Eu sempre trabalhei para pequenos negócios, em toda minha carreira profissional. Agora tenho o meu, um modelo que me permite ser quem eu sou, sem me submeter a regras e etiquetas corporativas que sugam minha identidade.

Ser suficiente não tem nada a ver com ser perfeito, tem a ver com ser seguro de seus limites e consciente do seu valor. Eu resolvi trilhar esse caminho há alguns anos, e posso te dizer que tenho o suficiente para viver uma vida que todas nós sonhamos: independente, saudável, tranquila e feliz!

Se você quiser aprender o suficiente sobre Marketing e Branding, siga nossas redes sociais no Instagram, LinkedIn e Facebook: @meorientte

Quem é Neire Castilho?

Atualmente, sou fundadora, estrategista e coordenadora de comunicação na Orientte. Planejo campanhas e desenho projetos de posicionamento para marcas há mais de 20 anos, e nessa trajetória, conheci o branding. Sou apaixonada por comunicação estratégica e por trabalho feito com propósito. Sou graduada em Publicidade e Propaganda, pós-graduada em Marketing, Mestre em Educação e professora universitária com mais de 8 mil alunos formados. Escrevo para este Observatório da Comunicação Institucional – de forma voluntária -, sobre meus pontos de vista em relação a todos esses assuntos. Entre aulas e consultoria passei a maior parte do tempo coordenando times de design e comunicação, sempre responsável pelo planejamento estratégico da comunicação de marca.