Pilares do conteúdo para a comunicação digital. Por Vanessa Costa.

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Conteúdo é rei! Provavelmente você já ouviu essa frase e ela é, de fato, 100% verdade. Tanto no branding, para a construção da imagem e reputação da marca, quanto nos esforços de venda, conduzindo o consumidor pelo chamado ‘funil de compra’ – que hoje em mais de 60% das vezes começa na internet -, o conteúdo bem planejado contribui, e muito, para fazer com que uma empresa se destaque em resultados orgânicos, ou seja, apareça bem em buscas na internet que potenciais clientes interessados nos serviços ou produtos que ela presta fazem, sem precisar investir dinheiro para isso.

Mas o que é um conteúdo planejado, consciente? É aquele bem estruturado em pelo menos três vertentes ou pilares: na ortografia, claro, concatenação e fluidez das ideias, pois a internet, mais que qualquer outro canal, talhou o consumidor na objetividade – só prende a atenção aquilo que realmente responde ao que é perguntado; no formato, que precisa orquestrar os termos e palavras-chave mais estratégicos; e na escolha da plataforma, que vai hospedar o conteúdo certo no lugar certo e garantir uma experiência positiva para o consumidor na navegação virtual.

Para a primeira vertente, é preciso conhecer o público que se quer atingir e atrelar o conteúdo as diferentes intenções de busca deste público, isto é, aos anseios e dores que ele tem; é isso o que vai determinar a abordagem, de forma coerente com o portfolio de produtos e serviços que a empresa desenvolve; para a segunda, há ferramentas gratuitas no marketing para buscadores que, por exemplo, sinalizam termos, expressões e palavras bastante pesquisadas na rede, construindo até mesmo uma projeção de tendência para interesses e consultas – é o caso do Google Trends; usar desses recursos pode valer para determinar até a redação de URLs e descrições nas páginas de sites; e, para o último pilar, saber posicionar e categorizar o conteúdo no melhor lugar é imprescindível para assegurar uma experiência agradável para o consumidor dentro da plataforma digital e alinhada à intenção de busca que ele carrega. Isso significa que, ao induzir seu cliente a clicar no botão do seu site ou landing page, esteja certo de que ali ele vai encontrar exatamente o que procura. Afinal é muito chato e frustrante quando a gente é direcionado a um site ou página cujo conteúdo não responde à nossa pergunta de pesquisa ou requer um verdadeiro garimpo virtual para encontrar a informação desejada, não é?

Assim, arquitetar o conteúdo nesses pilares é algo a ser pensado antes da construção de uma ação de comunicação ou marketing on-line. Não adianta nada, por exemplo, ativar uma bela campanha no Google Ads, com objetivo, segmentação e escolha de palavras-chave super assertivas e, no fim das contas, direcionar seu potencial cliente a um site ou página de mídia social com conteúdo desestruturado e desalinhado do objetivo definido. Quando isso acontece, você desperdiça o tão precioso clique! E clique perdido quase sempre não volta. O segredo é se colocar na pele do consumidor do negócio, raciocinar com a cabeça dele e formatar o conteúdo sob essa perspectiva tão valiosa.

O bom é que a internet nos dá a chance de experimentar, errar e aprender rapidamente, com a interatividade do público. Assim, monitorar o impacto do conteúdo que você desenvolve é imprescindível. Testar e testar continuamente, também. Hoje, um site, por exemplo, seja de portfolio ou e-commerce, só é efetivo se incorporar, além do conteúdo de qualidade, meios para identificar quem navega por ele e buscando o quê. Quais as páginas mais visitadas do seu site? Quem está navegando? E qual percurso percorreu até chegar naquela seção? De posse desses dados, e analisando as informações, um círculo virtuoso nasce, no qual os interesses dos clientes ajustam a tomada de decisões sobre o conteúdo e demais estratégias de marketing da empresa, em uma retroalimentação inteligente que culmina na personalização, algo que todo mundo gosta.

Os jornais e sites de notícias fazem isso. Identificam as matérias e informações mais lidas, rastreando as tendências de principais interesses dos leitores para oferecer com mais frequência e qualidade o que é mais procurado. É um bom exemplo para ilustrar que o time de conteúdo e também de comunicação precisa sim trabalhar lado a lado com quem avalia as métricas digitais. Se eles integrarem o mesmo time, de forma multidisciplinar, ou se um mesmo profissional reunir essas diferentes competências, melhor ainda!

Vanessa Costa tem formação em Jornalismo e Comunicação Empresarial pela Fundação Cásper Líbero e especialização em Marketing Digital pela ESPM. Cursa atualmente um MBA em Gestão de Projetos. É co-fundadora da Elabore Estratégia (www.elaboreestrategia.com.br), agência de comunicação integrada com foco em pequenas e médias empresas, startups, ONGs e instituições representativas. É escritora e autora do livro infantil ‘As Fadas Banguelas’. E-mail: vanessa@elaboreestrategia.com.br

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