Olhando para dentro para olhar para fora. Por Rafaela Graebin.

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Ando em uma fase da minha vida (ok, talvez eu tenha sido sempre assim…) em que tento entender tudo o que acontece ao meu redor para então me posicionar com o máximo de informação que eu puder obter, agir ou não agir, enfim, tomar qualquer primeiro passo frente a qualquer situação. Outro fluxo também é me entender, e aí dar o meu parecer. Perceber quais habilidades minhas podem ser exploradas para lidar melhor com uma ocasião determinada.

É claro que, às vezes, precisamos reagir sem tempo para analisar, sob a pressão de circunstâncias que nos tiram da zona de conforto e exigem uma atitude a curtíssimo prazo. Entretanto, outras vezes, ainda que com tempo (de sobra), a procrastinação, a distração, a falta de crítica nos tira a oportunidade de analisar.

E, no mundo corporativo, como isso funciona? Lá também encontramos os mesmos fluxos. Além da variável ‘ser humano’, podemos contabilizar a empresa em si e o mercado que também participam desse universo.

Assim, temos duas opções que eu descrevo melhor a seguir:

1) Podemos olhar para o mercado. O que os concorrentes estão fazendo? Como o mercado está se movimentando? Os consumidores estão influenciando neste tópico? A mídia impacta esse segmento? Existe alguma diferença com a presença de comércio exterior? Inúmeras perguntas podem ser feitas aqui dependendo da situação, mas precisamos estar atentos a tudo que envolve um posicionamento de uma empresa, ou um tipo determinado de publicidade etc.

2) Podemos olhar para dentro. Ainda que acompanhemos tudo o que acontece ao nosso redor, eu percebo que, frequentemente, o lado esquecido é o mais simples – não necessariamente menos trabalhoso: analisar a empresa. A organização possui recursos para bancar um posicionamento? O produto condiz com a imagem buscada? A estratégia está de acordo? A mensagem passada é efetiva? Atinge o público certo? Infinitas questões podem ser postas à mesa. É incrível ver que, até mesmo a cultura organizacional pode impactar aqui.

Enfim, é perceptível que precisamos, cada vez mais, casar o externo com o interno. Atualmente, tudo é 360°. Por isso, é necessário ter uma solidez organizacional para poder buscar as metas de cada empresa no mercado, posicionando cada negócio da maneira previamente estabelecida. Com a velocidade das informações, a imagem construída precisa ser clara para cativar o segmento pretendido. Afinal, quem atira para todos os lados, acaba não acertando ninguém.

E você, já sabe quem quer acertar e como?

Rafaela Graebin é administradora pela UFRGS a cursa a especialização ‘Big Data aplicada ao Marketing’ na ESPM. Suas paixões são: marketing, dados, diversidade e desafios. 

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