Conheça cinco dicas de segurança para manter seu smartphone protegido. Por Felipe Migliani.

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O smartphone é uma extensão do nosso corpo. A usabilidade vai muito além de conectar pessoas. Utilizamos os dispositivos móveis para estudar, trabalhar e até mesmo para nos divertirmos. E dentro desses três parâmetros realizamos diversas tarefas no dia a dia.

E é justamente por realizarmos tais diferentes tarefas que geramos tantos dados, ou seja, informações que ficam armazenadas no smartphone. Muitas delas são valiosas e imprescindíveis. E, por isso, é importante manter as informações seguras com a utilização de boas senhas, entendendo a biometria e a criptografia de disco.

Também comento sobre as perguntas que devem ser feitas na hora de adquirir um smartphone. A lista foi elaborada através de conhecimentos que obtive na pós-graduação de jornalismo investigativo e na leitura de guias sobre segurança cibernética.

Vale ressaltar que as cinco dicas de segurança para manter seu smartphone seguro não se limitam apenas aos jornalistas. Elas são úteis para qualquer profissional. Confira:

1) Qual aparelho devo escolher?

A primeira coisa que vem à cabeça é adquirir um smartphone com bateria forte, hardware rápido e muito armazenamento para nossos aplicativos, fotos e outros dados. Outro critério avaliado é a durabilidade do celular, pois queremos um aparelho duradouro para minimizar gastos.

Mas, geralmente, nos esquecemos de avaliar um item muito importante: até quando o smartphone receberá atualizações de segurança. Elas são a nossa principal defesa contra códigos maliciosos. Fabricantes de equipamentos móveis, tais como Apple, Google e Samsung, têm compromissos diferentes para manter seu dispositivo atualizado com atualizações de segurança.

Por exemplo, a Apple oferece suporte exemplar, fornecendo atualizações críticas para os iPhones fabricados há cinco anos atrás. Já Google exige que muitos fabricantes de dispositivos Android (por exemplo, telefones ‘Android One’) disponibilizem atualizações por pelo menos dois anos, enquanto vários celulares ‘Android Enterprise Recommended’ (por exemplo, smartphones na linha Google Pixel) comprometeram-se com três anos de atualizações.

Porém, você não receberá três anos de atualizações a partir da data da compra, mas sim três anos de atualizações desde o lançamento do dispositivo. Por exemplo, não há garantia de atualizações para o Pixel 2 já em outubro de 2020 e o Google não garantiu atualizações para o Pixel 3 em outubro de 2021.

Os iPhones podem ser uma aposta segura e confiável, mas são mais caros do que muitos dispositivos Android. Caso compre um Android e planeje usá-lo por mais de dois anos, considere pesquisar o modelo que mais lhe agrada e veja por quanto tempo receberá atualizações.

2) Entenda a criptografia de disco.

Sempre proteja seu smartphone com pelo menos uma senha. Caso possua um iPhone protegido por senha, seu disco já está criptografado. Simplesmente bloquear o celular criptografará o dispositivo. No caso do Android é mais fácil criptografar.

Alguns aparelhos, como os da linha Pixel, são criptografados por padrão. Lembre-se que a criptografia de disco é ativada após desligar-se o telefone. Isso significa que apenas colocar o telefone no modo de suspensão não ativará a criptografia de disco.

3) Utilize senha alfanumérica.

Uma boa senha é considerada quando você mescla números, letras e caracteres. Esse formato é conhecido como ‘alfanuméricas’. Nos smartphones, vemos grades e códigos numéricos de 0 a 9. Quando você acrescenta letras e caracteres acaba introduzindo milhões de novos códigos de acesso possíveis, dificultando muito o desbloqueio por alguém.

Outra boa dica é o uso palavras aleatórias ou quase aleatórias (por exemplo, ‘choveu lua onde trem’). Isso torna o desbloqueio de um dispositivo muito mais difícil. Lembre-se que criptografia de disco pode proteger os dados do seu dispositivo, mas é tão forte quanto sua senha.

Para alterar a senha no Android: abra o aplicativo Configurações> Segurança e localização (em alternativa, apenas ‘Segurança’)> Bloqueio de tela> Senha. No iPhone: aplicativo Configurações> Código de acesso (como alternativa, ‘ID de rosto e código de acesso’ ou ‘ID de toque e código de acesso’)> Alterar código de acesso.

4) Troque sua senha de tempos em tempos.

Não adianta ter uma forte senha alfanumérica se ela continua a mesma há mais de um ano. É necessário trocar de tempos em tempos. Porém não existe um tempo comum, pois cada pessoa tem uma necessidade de segurança diferente. Como disse certo professor de segurança digital, ‘se troca de senha toda vez que trocar a escova de dentes’.

5) A biometria também é uma opção de segurança.

Além das senhas existe a opção da biometria. Muitas pessoas preferem usar a impressão digital ou digitalização do rosto alegando mais praticidade para desbloquear o smartphone. Outras pessoas utilizam senha e biometria, mas isso vai depender da sua necessidade de segurança.

Felipe Migliani é formado em Jornalismo pela Unicarioca e cursa pós-graduação de Jornalismo Investigativo na Faculdade Unyleya. Trabalha com jornalismo independente e investigativo. É, também, microempreendedor, prestando serviços de assessoria, marketing digital e produção de conteúdo.