Marcia de Almeida estreia no OCI.

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TEXTO ASSINADO – Marcia de Almeida

Plebiscito VERSUS Referendo

Mas, qual a diferença?

Plebiscito: É uma consulta feita ao povo ANTES da criação de uma lei ou ato administrativo. Uma vez feito, delega-se ao Legislativo a formulação.

Referendo: É uma consulta feita ao povo DEPOIS da criação de uma lei ou ato administrativo. A população responde se aceita ou não determinada atitude tomada pelo Legislativo.

Traduzindo: No plebiscito, o povo assina um cheque em branco e entrega ao governo, que o preenche como convém.

Quer dizer: nos fazem várias perguntas e, depois, cumprem o que escolhemos, ou não.

No referendo, o governo tem de preencher o cheque para que a população decida se assina ou não, de acordo com a sua conveniência.

Se dissermos não ao pacote que virá deles, começa tudo de novo.

O importante é que tenhamos uma reforma política logo, mas, não feita nas coxas, para estar tudo pronto para as eleições de 2014.

É um processo longo e fundamental. Sem ela, a fila não anda, embora as manifestações já tenham conseguido vários ganhos.

Os apavorados continuam achando que tudo isso é orquestração da direita. Não é. É um fenômeno novo, as pessoas de saco cheio de tanta coisa errada e absurda, pelas quais elas pagam o pato e as contas, e resolveram sair para tentar dar um freio de arrumação.

Não basta só melhorar a vida dos mais pobres, embora isso seja e tenha sido, e sempre será, vital. Mas o país é feito de outras coisas, o Bolsa Família não pode anular os muitos erros que temos no nosso panorama político.

É importante a inclusão das classes C e D, mas elas também pagam as contas da corrupção.

Hoje é só isto que eu tenho a dizer. Vamos prestar atenção e sair da paranoia de que estamos em pleno “ovo da serpente”.

Dilma caiu 30%? Pois que trate de ouvir as ruas para subir de novo.

Boa semana para nós tod@s.

PS: Só deu pra escrever hoje por questões técnicas. E quero dizer que, outro dia, uma querida amiga me perguntou se eu estava virando PSDB(!!!) pelo fato de ser contra a existência de 39 ministérios no governo Dilma, 4 a mais que Lula e 9 a mais que FHC.

Pois esclareço: sou contra 39, 35 e 30 ministérios. O importante é um Estado enxuto e eficiente.

E informo que, na semana em que a “cura gay” foi aprovada, a vereadora Laura Carneiro decidiu criar uma Frente Parlamentar pelos Direitos LGBT, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.

Reproduzido de website ”Em dia com a cidadania”.