Propositada ou não, a confusão entre “comunicados ao mercado” e “publicidade” alegada pela Petrobras em sua defesa é mais um indício de que a convergência de conteúdos não serve ao interesse público.
A falta de nitidez entre propaganda, publicidade, relações públicas e jornalismo – e mesmo ações de marketing – nos deixa vulneráveis. Acho justo que fique claro quando o interlocutor pretende dirigir-se ao público como consumidor ou como cidadão.
Antes comum em outras áreas, a falta de nitidez atingiu a área institucional, que parecia protegida pelas leis da governança corporativa. Mas se a Petrobras, com seu tamanho e importância, se dá o direito de qualificar como balela seus próprios comunicados, imagine o que não há de “criativo” na contação de história que tomou conta do mercado. Para mais sobre assuntos desse tipo, pesquise por “anúncio-camaleão” no congênere Observatório da Imprensa.