A importância do design nas campanhas de comunicação institucional.

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Sem dúvida, o design é uma parte fundamental das campanhas institucionais, isto na medida em que ele é o responsável direto pela ‘forma’, ou seja, a maneira como as informações estão dispostas ou apresentadas num dado suporte. Podemos até dizer que, por meio do uso das composições, o design já é uma informação em si – o que lhe confere mais importância ainda; a primeira com a qual o público toma contato.

Isto acontece porque, antes de ler o texto de um cartaz ou folheto, por exemplo, percebe-se primeiro a organização espacial dos conteúdos como um todo: a distribuição das massas de texto e imagem, o tipo e o tamanho das letras, a escolha das cores e muitos outros aspectos. Em outras palavras, a impressão inicial é o aspecto visual ou – para usar um termo mais técnico, que resume uma das grandes áreas de atuação profissional do design – a sua ‘programação visual’.

Assim, mesmo que o público não faça essa análise de forma consciente, a programação visual passa de imediato uma informação sobre a peça, que pode ser positiva ou negativa (dependendo de quem a veja) e, dessa forma, aumentar ou diminuir a vontade das pessoas em ‘consumir’ o seu conteúdo e entrar em contato mais aprofundado com as informações que a peça contém.

Como este que deve ser o objetivo final de toda campanha que se pretenda bem-sucedida – pois, somente assim, o processo da comunicação poderá se completar –, fica evidente a importância do designer na elaboração de campanhas de comunicação institucional.

Gisela Monteiro é mestre e doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Design da ESDI/UERJ, na linha de pesquisa ‘História do Design Brasileiro’. É também graduada pela mesma instituição com habilitação em ‘Projeto de Produto e Programação Visual’. Possui formação técnica em Design Gráfico pelo Senai Artes Gráficas do Rio de Janeiro e experiência na prática do Design, tendo sido responsável por diversos projetos para empresas. Atua como docente em diversas instituições do Rio de Janeiro. Seu maior interesse: promover projetos que integrem teoria e prática.

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