FORA DA CAIXOLA - O valor da autenticidade.

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Quem nunca se indignou com algo e decidiu falar a respeito sem checar a veracidade dos fatos?

Tenho o hábito de conferir antes o que vou repassar ou avisar que ainda não tive tempo de checar.

Percebo que virou moda encaminhar mensagens nas redes sociais e WhatsApp com notícias erradas, dados sem nenhuma credibilidade, histórias que nunca existiram e por aí vai.

A vontade de estar antenado, fazendo parte de um processo que, por muitos anos, era só poder das rádios, jornais, revistas e televisão, levou o mundo a encarar as fake news. Sem a menor ideia do estrago que possam estar fazendo, muitas pessoas repassam injúrias, difamações e dicas erradas para familiares, amigos, vizinhos etc.

O resultado é triste. O trabalho que dá para desfazer um mal entendido sempre foi enorme e, em proporções ampliadas pela era digital, fica ainda menos possível. Isso porque as pessoas não se dão ao trabalho de fazer uma busca e conferir a veracidade de algum post, mensagem encaminhada ou coisa parecida. Da mesma forma que a rede social é um megafone potente e globalizado – e uma boa ferramenta de comunicação e aproximação humana -, pode ser uma grande vilã para uma comunidade, por exemplo.

Eu gostaria, sinceramente, de só receber informação útil, checada e que não me faça ir na direção de algo que não é verdade. Mas, hoje, infelizmente, há profissionais das fake news, pessoas pagas para difundir o que não existe a fim de que essa mentira se torne verdade… E muita gente cai nessa.

A fofoca digital tem uma roupagem mais séria e viraliza informações baseadas em crenças pessoais. As verdadeiras notícias se misturam às falsas, em um balaio chamado sociedade. O futuro de um país não está mais em um ‘telefone vermelho’, mas sim nas teclas de milhões de celulares.

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