COMUNICAR É PRECISO - Ensinando a gente se entende.

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Temos conversado sobre como a comunicação do líder com sua equipe pode ser mais eficiente. No entanto, para que a comunicação flua com liquidez em uma equipe, é preciso que todos consigam estabelecer parâmetros mínimos de desempenho nesta competência. E o líder educador pode auxiliar nisto.

Verdades sobre a mesa, mas falta de educação não é sinônimo de franqueza

Desculpa comum de gente mal educada é a sinceridade. Além de não ser uma verdade, o comportamento cria uma barreira bastante difícil para o diálogo franco e construtivo.

Ouvir com atenção, ser respeitoso e empático é fundamental para que as verdades possam ser colocadas com clareza, sem juízo de valor das visões diferentes.

É preciso deixar o detetive à frente do juiz, procurar esclarecer os parâmetros, motivos e direcionadores, sendo específico nas orientações e cuidando para não personalizar criticas ou criar rótulos.

Atitudes podem e devem ser corrigidas e reorientadas quando necessário. Não existe pessoa inadequada, existe determinada conduta que pode ter sido inadequada em determinado momento ou ambiente, a correção precisa ser dirigida neste sentido. Evitar adjetivações e congelar as pessoas em determinados ‘perfis’ ajuda muito. Respeito pelas pessoas envolvidas é a chave.

Clareando os pontos de vista: fatos, dados, sentimentos e teorias

Ao lidar com conflitos ou temas críticos, polêmicos, é importante ajudar a equipe a reconhecer e separar fatos e dados, sentimentos e teorias.

Os fatos e dados permitem um olhar menos subjetivo. No entanto, reconhecer os sentimentos envolvidos é importante para descontaminar o entendimento da mensagem do impacto que ela pode gerar.

É legítimo ajudar a equipe a verbalizar o sentimento em relação a determinado fato para ajudar na empatia e esclarecimento do que é real e do que é teoria ou inferência.

Objetividade

Tanto pelo exemplo, quanto pela orientação, o líder pode auxiliar seus colaboradores a serem mais objetivos em suas comunicações.

Ensinar que é preciso deixar claro o que se quer, o porquê se quer algo, de que forma, onde, em que tempo, e fazer isso de forma específica, evitando termos relativos como rápido, devagar, muito, pouco, simples, fácil…

Quando um membro da equipe trouxer uma nova ideia, mas confusa, fazer perguntas de efeito didático como: ‘explique como pensou em fazer isso’, ‘o que o/a motivou’, ‘no que precisa de mim’, ‘que ganho esta iniciativa pode trazer para o negócio’. Na próxima interação, a tendência é que o colaborador pense nisto antes e organize melhor seu discurso.

Diálogo sim, democracia nem sempre

É preciso esclarecer à equipe o significado de uma gestão dialógica. Ela possibilita a troca de ideias, o compartilhamento de conhecimentos, a exposição de diferentes pontos de vista, o convívio do contraditório.

No entanto, gerenciar é tomar decisões, mesmo a despeito da opinião da maioria, é escolher um posicionamento das questões mais táticas às mais estratégicas. Ouvir a equipe amplia a visão do líder, mas ele tem outros parâmetros de conhecimento e responsabilidade que o capacitam a assumir este papel. É preciso que o time entenda isso.

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