OCI na contramão da manada. De novo.

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Acompanhamos o que parece ser um desmonte da Grande Área da Comunicação; o desaparecimento total dos atuais cursos de graduação. Pela publicado até aqui (ver íntegra do Documento, a seguir) nós, deste OCI, entendemos que mesmo no guarda-chuva de ‘Marketing e Propaganda’, o bacharelado em Relações Públicas continuaria a existir.

Se for este o intento da proposta, vemos um longo, agradável e produtivo debate pela frente. Porque gostamos dela, embora com ressalvas. Para nós, a luta é por colocar Relações Públicas como ‘0415’ – área ‘independente’. Algo bom porque seria uma graduação completa. Não somos conteúdo, somos carreira.

Sempre defendemos RP no campo da Administração

E o Jornalismo, por sua vez, não tem que ser mais ou menos. Tem que ser único. Para nós, o uso da linguagem e das técnicas de notícias em veículos de comunicação por não jornalistas deveria configurar crime, exatamente como o é para um não médico assinar uma receita ou um não engenheiro responsabilizar-se por uma obra.

‘Content marketing’

RP na carapuça. Vire-se em outras narrativas, amigo! Jornalismo é outra coisa. Vejamos no que (ven)deu a ‘notícia’ na estratégia dos ‘projetos de marketing’, o contemporâneo do velho ‘informe publicitário’, mas com créditos ilegíveis, despercebidos. São nada mais que falsas notícias, usufruto da credibilidade do cidadão naquilo que aparenta ser… sem sê-lo.

A grande questão ‘acadêmica’ é: – Passamos para lá e tentamos um upgrade na próxima reforma curricular? Ou esperneamos? Tem alguém disposto a espernear? Tropa? Parece que sim.

Mas não nos agrada o movimento de manada puxado pela Abrapcorp. Por que não a ECA de ‘per se’? Por que não a Cásper Líbero e a FACHA – faculdades dedicadas a Comunicação desde sempre? Em nossa opinião, as Relações Públicas voltarem ao ninho da Administração – onde começaram no Brasil (na EBAP/FGV, em 1953) – seria muito bom, já que sabemos que quem inventou o guarda-chuva da Comunicação ‘Social’ foi o regime de 1964 inspirado pela Igreja Católica, e que isto foi feito para calar-nos a todos; RP, Jornalismo e Propaganda. Mais: ‘Publicidade e Propaganda’ foi algo inventado justamente para não dar espaço a ‘RP e Propaganda’ na graduação (embora a subárea até hoje seja descrita assim e considerada uma, una, no CNPq). O Documento (P. 43) volta a incorrer na mesma impropriedade – esta a nossa principal ressalva à requentada rationale.

Os cursos de Administração não perderam prestígio. E os ‘de negócios’ só fazem crescer. A Grande Área da Comunicação vai acabar com ou sem o nosso protesto. A Propaganda também foi. E não vai reclamar. Um grupo de times sem cabeça-de-chave.

Alguém nos deu a mão… Façamos planos para ocupar a nova casa… Se dar bem com os vizinhos e, adiante, lutar por um quintal próprio. Vamos de humildes, como convém a quem está perdendo… E comemorar nossa entrada no mundo acadêmico da Administração (… pois no mundo real dela já estamos). Mais: hoje, quem não está debaixo do Marketing? Ou, por outra, o Marketing não estava acabando? Cadê o Mitsuru Yanaze?

Tudo isso pensamos condicionados à manutenção das graduações independentes (como previsto nas novas DCNs – em vigor há apenas dois anos) e do título de RP! E vamos, pois, povoar a Administração!

Posicionamento oficial do Observatório da Comunicação Institucional – obtido em reunião de trabalho realizada em 08/10/2018.

Documento INEP/MEC – http://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_superior/apresentacao/2018/Manual_Preliminar_para_a_Classificacao_dos_Cursos_Cine_Brasil_2018.pdf

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