- Nossas instituições são sólidas e estão funcionando!

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Quantas vezes você já ouviu – ou leu – esta frase no último ano? Nos últimos 4 anos? Certamente, muitas. Concordemos ou não com ela, a expressão surge na boca de pessoas de todo o espectro ideológico e político. Da extrema esquerda à extrema direita.

Há, porém, algo a atentar. Sempre que alguém utiliza-se desta expressão, ou assemelhadas, está se referindo às instituições do Estado – nas suas três esferas do poder; Executivo, Legislativo e Judiciário, e no âmbito da administração municipal, estadual ou federal. O que falta? Mais instituições de relevo na sociedade civil.

Sim, estamos ‘bem’ de instituições do Estado. Talvez até bem demais, dado que a cada quatro anos ouvimos de postulantes a cargos, quaisquer cargos, que ‘é preciso enxugar a máquina’. Sim, claro, sobretudo quando a máquina está molhada, afundada e afogada em corrupção.

O Estado brasileiro, esta ‘invenção’ datada de 1808 ou 1822 ou 1889 – como queiram – dentre os chamados BRICS é o país de instituições mais complexamente concebidas e imbricadas. Nosso modelo é o francês, por inspiração lusitana. Nosso modelo universitário, por exemplo, é inteiramente fundado sobre as bases da Academia de França.

Mas… para atingirmos o nível de cidadania da nação francesa falta-nos muito tutano em termos de organizações da sociedade civil. Estamos mais para um estado geral de sociedade civil desorganizada. E, curiosamente, debaixo de um cipoal de leis e regulamentos digno dos Luizes.

Fazemos esta reflexão a partir de ‘um lugar de fala’ típico do Terceiro Setor – este OCI. Como é difícil criar e manter uma instituição que não tem patrocinadores e estratégia comercial numa sociedade em que as pessoas não têm a cultura de expor-se, engajar-se, de associar-se – mesmo às suas causas mais caras! Fica-se no vão elogio e tapinhas nas costas…

As pessoas saúdam a República e o voto – ‘festa da democracia’ – a cada dois anos… mas não se filiam a partidos!

Felizmente, idealistas como as cerca de trinta pessoas que, hoje compomos este OCI, temos tempo, tenacidade e paciência para esperar o despertar cívico do brasileiro médio.

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