Exemplo que vem do CAU, mais novo conselho profissional do país.

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“Conselhos profissionais não existem para ‘proteger’ uma classe laboral ou prover serviços a seus registrados; essas, funções de sindicatos e associações. Conselhos profissionais existem para proteger a cidadania de maus profissionais e prover fiscalização do exercício profissional, punindo más práticas”.

Esta frase, repetida pelo diretor-presidente deste Observatório da Comunicação Institucional no “3o. Forum Abracom de Gestão e Comunicação Corporativa”, no dia 9 último, norteou sua passagem pela secretaria-geral do Conrerp1 (Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas da 1a. Região – estado do Rio de Janeiro) e pode ser comprovada na ação empreendida pelo CAU/BR, o Sistema Conselho de Arquitetura e Urbanismo, cuja divulgação deu-se por meio da publicação acima reproduzida.

Mais novo Conselho Profissional do Brasil, a autarquia – em funcionamento desde o dia 02/01/2012 – é a prova da necessidade e da utilidade social das profissões regulamentadas num país que se quer civilizado. Saindo do “guarda-chuva” do poderosíssimo Sistema Confea-Crea (dos engenheiros e agrônomos), arquitetos e urbanistas vêm, assim, a público submeter o seu exercício profissional ao escrutínio da sociedade, e fortalecer suas respectivas formações e profissões regulamentadas aos olhos dos jovens que se sucedem, ano após ano, diante da decisão de escolher a que carreira dedicar suas vidas produtivas.

O comunicado publicado hoje (13/04/2014) no jornal O Globo, à página 10, dá conta de uma grave (e bem brasileira) questão – a sucessiva declaração (e “legislação”) de governantes, em todas as esferas; municipal, estadual e federal, e denuncia o – absurdo – hábito nativo de atrasar obras e, depois, fugir a processos licitatórios regulares para “recuperar o tempo perdido” (o que, apesar disso, nem sempre se consegue), via “Regime Diferenciado de Contratações Públicas” (RDC). E vocaliza, além do CAU, o repúdio de outras entidades representativas das duas classes, arquitetos e urbanistas, a obras públicas (vide os descalabros perpetrados pelo Brasil todo em nome de Copa do Mundo, e no Rio de Janeiro, para as Olimpíadas) que nos são impostas pelos poderes executivos municipais, estaduais e da União, justamente quem deveria ser guardião dos recursos públicos e cumpridor das melhores práticas profissionais – em todos os campos de atividade – no benefício da cidadania que representam.

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