Reino Unido fecha acordo com a ANP.

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O Reino Unido e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciaram ontem, no Rio de Janeiro, uma parceria, com duração de um ano, com o objetivo de ajudar o órgão brasileiro a desenvolver uma regulação para exploração segura e sustentável de gás não convencional. O anúncio foi feito pelo cônsul-geral adjunto no Rio de Janeiro, Matt Woods, durante o seminário promovido pelo consulado britânico que discutiu novas tecnologias na área de petróleo e gás.

“É um projeto que vai no sentido de trocar experiências na área de regulação entre o Reino Unido e o Brasil. Esse projeto une acadêmicos, empresários, especialistas na área de regulação. Nós, no Reino Unido, estamos passando mais ou menos pela mesma etapa na área de exploração e no desenvolvimento do gás não convencional. Então, temos experiências que acreditamos possam ser relevantes para a ANP”, disse o cônsul, em entrevista à Agência Brasil.

O cônsul explicou que, durante a parceria, haverá seminários, elaboração de relatórios e conversas. “É assim que a gente gosta de fazer negócios com o Brasil. Não é questão de o Reino Unido vir aqui com uma solução ou ideias fixas. Nós temos algumas experiências interessantes e precisamos entender o contexto local, aprender também o que o Brasil tem feito, por exemplo, na área de exploração de petróleo em águas profundas. O Brasil é líder mundial em exploração nisso”, analisou.

Que sejam bem-vindos.

COMENTÁRIO

Até que enfim uma notícia boa!

Ou não?

A autorização para exploração de gás não convencional (de folhelho), chamado erroneamente de gás de xisto, passou “de carona”, embutida nos lotes licitados nos últimos leilões da ANP em 2013. Ou seja, já há “donos” de províncias minerais  autorizados a explorá-lo.

Como sempre, infelizmente (até em notícia boa também há viés ruim), o Brasil entrega os bens antes de estabelecer as regras de exploração dos mesmos, exatamente como fez na telefonia (a Anatel foi implementada depois da privatização do Sistema Telebrás), razão pela qual nossos serviços estão entre os últimos em qualidade no mundo apesar de serem os mais caros do planeta, em dólar.

Não sabemos se a tal regulação “à inglesa” virá a tempo, ou se veremos “ao vivo”, e em realidade, o desastre ecológico dessa exploração – que já está acontecendo nos Estados Unidos (pátria da regulação e da desregulação ao mesmo tempo), e muito bem retratado no filme “Promise Land” (2013) do diretor Gus Van Sant.

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