"O jornalismo não morreu – virou RP". Matéria 'Oene' compartilhada por Sthéphanie Zacharias.

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“Há algumas semanas fomos a um debate em uma faculdade de Jornalismo e, obviamente, falávamos da crise, dos ‘passaralhos’, redações diminuindo, jornais fechando etc.

A maior parte dos estudantes não parecia comovida. Eles acham que o futuro está mesmo nas assessorias de imprensa ou na carreira de relações-públicas. Essa mudança é interessante não apenas para jornalistas, mas para a forma que percebemos o mundo.

É o que mostra essa espetacular reportagem do Financial Times. Ela foca no mercado americano, mas isso é cada vez mais verdade aqui também. Lá, o número de pessoas empregadas em redações caiu em um terço nos últimos 8 anos. E agora há 4,6 pessoas de relações públicas (ou assessoria de imprensa) para cada jornalista escrevendo notícias.

O que isso significa?

Que pelo menos metade das reportagens que vemos hoje em dia têm origem em algum press-release, com a fonte oficial tendo mais destaque. E que, para completar, cada vez mais as empresas estão ‘dando a volta’ nas redações e falando diretamente com o público, em ‘coletivas’ no YouTube ou em publieditoriais. O futuro, como narra o FT, pode parecer com o que acontece hoje em Richmond, uma cidade nos EUA cujo jornal que sobrou é de propriedade de uma empresa de petróleo.

A reportagem não aponta muitas saídas, mas dá um ótimo diagnóstico”. Oene (newsletter com notícias de comunicação).

Compartilhada por Sthéfanie Zacharias (relações-públicas formada pela UNISC)

COMENTÁRIO

Fato gravíssimo que ocorre no Brasil quotidianamente.

Se você não contratar uma das 25 maiores assessorias “de imprensa” instaladas no país, você, seu negócio, seu serviço, sua descoberta, seu estudo, seu produto, sua invenção simplesmente NÃO EXISTEM!

Não existem, isto sim, relações públicas onde a imprensa seja fraca e oligopolista.

Sem Jornalismo forte, não existem Relações Públicas!

O que passa a existir é um pastiche de imprensa, uma relação promíscua, cúmplice, apoderada pelos… poderosos, enquanto a missão da imprensa sempre foi (e deveria continuar sempre sendo) “incomodar os poderosos onde quer que estejam” (Mino Carta).

link – http://www.ft.com/cms/s/2/937b06c2-3ebd-11e4-adef-00144feabdc0.html#ixzz3EYD533DN

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