A mídia como formadora de leitores. Por Pâmela Pochmann.

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Muito se fala que o brasileiro não lê e não gosta de ler, mas será que isso é realmente verdade?

Mas estamos em uma era de leitores! Sim, isso mesmo! Nunca se leu tanto. Pessoas que, antes, não liam nada, hoje leem em redes sociais, em websites e em diversos aplicativos. O que está em questão é o que as pessoas estão lendo e como estão interpretando o que leem.

Há, sim, ‘fake news’ por aí. E muitas pessoas que acreditam em tudo que leem, sem ao menos questionar a fonte e o seu conteúdo.

A mídia tem, nesse momento, uma grande oportunidade de formar leitores e, a partir de informações de interesse público com linguagem adequada, apresentar diversas possibilidades de leitura.

Ler não é somente decifrar códigos verbais. É muito mais do que isso! Podemos ler uma música, uma pintura, uma escultura, uma imagem.

As diversas mídias e conteúdos disponíveis hoje possibilitam às pessoas mais seletividade e foco no que realmente as interessam. Está aí um nicho de mercado que vem crescendo muito: a personalização. E a mídia pode se valer disso para atingir leitores em potencial.

O que vem sendo desenvolvido para formar leitores mais críticos, no sentido de interpretar melhor as informações e questioná-las? Este – a meu ver – é também um dos papeis da mídia: apresentar conteúdos com qualidade e possibilitar que os receptores tenham acréscimo de cultura, de conhecimento, de educação. Aliás, a educação deveria ser uma prioridade de toda a sociedade, não apenas das escolas e universidades.

O que me venho questionando é o que nós comunicadores profissionais estamos fazendo para incentivar a leitura e formar cidadãos mais ativos socialmente e intelectualmente?

Pâmela Pochmann é relações-públicas.

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