Terceira - e última, por ora - nota sobre a "sopa de letras" da política brasileira.

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Deu n’O Globo – hoje:

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Ninguém é de ninguém

Nas conversas com os novos partidos aliados, a presidente Dilma tem pedido para que eles tornem públicas suas pretensões na reforma ministerial. Por isso, o PTB deu publicidade à sua preferência pela pasta da Integração Nacional.

Bom moço

O ministro Aldo Rebelo (Esportes) mandou tirar do site do PCdoB, o Vermelho, uma foto e um texto considerados ofensivos pelos tucanos. Na foto, apareciam os senadores Aécio Neves e Zezé Perrella num jogo no Mineirão, sobre a legenda: “Pó parar”. O texto falava (sic) da amizade entre eles e da apreensão de quase meia tonelada de cocaína em helicóptero da família de Perrella.

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Entidade de donos de hotel responde a inquéritos: Centro de Tradições Nordestinas não comprovou uso de verba da Ciência e Tecnologia.

O Centro de Tradições Nordestinas (CTN), entidade sediada em São Paulo, terá de devolver R$ 4,8 milhões aos cofres públicos em razão do mau uso do dinheiro que recebeu do Ministério da Ciência e Tecnologia, em 2006, para desenvolver um projeto no Pará. O CTN é administrado pela família Abreu, uma das donas do Hotel Saint Peter, em Brasília, novo local de trabalho do ex-ministro José Dirceu caso ele receba a autorização da Justiça.

O CTN foi fundado pelo presidente do PTN, José Masci de Abreu, e é presidido pela filha dele, Renata Abreu. A entidade e o partido têm a mesma sede administrativa, em São Paulo. O irmão de José de Abreu, Paulo Masci de Abreu, é filiado ao PTN e aparece na sociedade do Saint Peter.

O próprio ministério concluiu que o CTN não conseguiu comprovar a execução dos serviços e recomendou a devolução do dinheiro. Um inquérito do Ministério Público Federal (MPF) investiga as irregularidades.

Em 2006, o CTN recebeu R$ 3 milhões para instalar terminais de um projeto chamado Tele Saudades, que serviria para realizar contatos entre migrantes nordestinos e seus parentes nas cidades de origem. Para o ministério, não foi comprovado o gasto do dinheiro. Uma liminar na Justiça suspendeu a necessidade de devolução. Desde 2008, um inquérito da Procuradoria da República no Tocantins investiga o destino do dinheiro.

Os Abreu têm outros interesses junto ao governo. São proprietários de veículos de comunicação e têm processos de outorga junto ao Ministério das Comunicações. Entre eles, um relacionado à extinta Televisão Excelsior, em nome de Paulo Abreu.

O Ministério da Ciência e Tecnologia diz (sic) não saber da vinculação entre CTN e PTN. O CTN sustenta que o presidente do PTN foi um dos fundadores da entidade e “há anos não exerce atividades na instituição”. “Paulo de Abreu é apenas irmão de José de Abreu. Nenhuma de suas empresas tem ligação com o CTN”.

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