O que dizem de si mesmos os partidos políticos brasileiros?

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O Observatório da Comunicação Institucional quer saber e já está levantando o que dizem de si mesmos os partidos políticos brasileiros.

Hoje são 33 partidos registrados no TSE, sendo que 28 gozam de registro definitivo, ou seja, poderão fazer parte das coligações deste ano nas eleições para presidente da República, parte do Senado, Câmara Federal e Assembleias Legislativas estaduais.

Tipicamente, o cidadão – obrigado a comparecer às urnas, pela legislação eleitoral – deixa a decisão para  a última hora, e fixa-se em nomes de pessoas. Além, disso, no máximo, guarda o número da legenda do candidato. Depois das eleições, esquece-se em quem votou e, se esquece-se do nome, que dirá do número…

Partido político: um número perdido n’algum “santinho” pelo chão

Pedagógica desta realidade brasileira, a matéria d’O Globo, edição de hoje (P. 5 – por Adriana Mendes)

[…] Picciani lembra que partidos que estão juntos em torno da pré-candidatura de Pezão já são alinhados a Aécio, como o Solidariedade, nacionalmente, e o PSD, no Rio:

– O maior partido dessa aliança é o PMDB. Ele traz 500 candidatos para o Aécio e pequenos e médios partidos. Vai ser mais gente dando papelzinhos (sic) do Aécio, de Porciúncula a Ipanema – afirmou Picciani.

TRE-RJ proíbe slogan do PMDB

Ontem, o desembargador Wagner Cinelli de Paula Freitas, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio, proibiu, em caráter liminar, o uso do slogan “A mudança só começou” na propaganda partidária do PMDB, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. A representação proposta pelo PT pedia, ainda, a suspensão das inserções, negada pelo magistrado. Para Cinelli, o uso do bordão nas inserções, com o governador Sérgio Cabral e o vice, Luiz Fernando Pezão, “passa a ideia de que a continuação das obras e programas apresentados dependerá da sucessão governamental”, configurando propaganda eleitoral. O mérito da ação ainda será julgado pelo TRE.

E na página 4 (por Isabel Braga e Cristiane Jungblut):

[…]  – O PMDB só tem ministros, não tem ministérios. Fica difícil explicar para o eleitor o que faz na parceria (com PT). É preciso uma ação da presidente para dar uma motivação para defender a aliança, sem ser coisa pequena, carguinho (sic). A cada dia que passa fica mais irreversível o rompimento da aliança – disse o deputado Osmar Terra (RS). […]

COMENTÁRIO

Como fica o eleitor brasileiro se quiser ir além do “básico”? Procurar um diretório em sua cidade ou bairro? Telefonar ao partido? Entrar no website da agremiação política e informar-se? Das três alternativas, a última parece-nos a mais facilitada, hoje, embora não possamos esquecer que praticamente metade da população que vota não tem acesso a internet que não seja no trabalho.

Então, pois, uma das fontes do levantamento será justamente o website dos partidos políticos. Um “lugar” no qual a quantidade de conteúdo não custa caro – como na mídia comercial – e pode ser enriquecida com hiperlinks, PDFs, dados, imagens etc.

O OCI procurará visões, missões, valores, “quem somos”, “a que viemos”, “plataformas”, “proposituras”. Enfim, tudo o que o partido político disser de si mesmo, ou seja, sua COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL, será objeto de escrutínio por nossos pesquisadores.

O relatório final da pesquisa, a ser publicado cerca de um mês antes do pleito, mostrará – sem qualquer viés, escolha ou crítica – sem tirar nem por – em que propostas o eleitor depositará seu voto, para além do candidato.

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