VIÉS HUMANO NA ERA DIGITAL - O que é o design centrado no ser humano (HCD) e porque ele faz a diferença.

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Antes de mais nada, pare um segundinho e pense no seu aplicativo do coração. Pode ser um app de música, de comida, de banco, de mobilidade, até de yoga… Pensou? Agora tente sentir por que ele te atrai? Sentir mesmo, não pensar.

Pronto, você já entendeu, intuitivamente, metade da mensagem deste artigo. Mas antes vamos falar do que não fazer…

De nada adianta empresas pensarem em soluções mirabolantes, cheias de recursos tecnológicos e mil funcionalidades se as necessidades do usuário não são sanadas da forma mais simples possível. Ou pior, se a empresa fez um produto que ninguém nunca quis usar.

Quantas vezes nos deparamos com casos de insucesso, de produtos lançados que foram um fiasco? Ou alguém aí já sonhou em ter um fatiador de bananas?

Link da imagem – https://thecuratedcrave.com/shop/bananza-banana-slicer/

Aqui entra a importância de criar soluções que importem, primeiramente, ao seu cliente. Este é o perigo de gastar tempo, energia e recursos para materializar uma ideia sem nem sequer testar o conceito em si.

Por isso tanto se fala de Marketing H2H, ou Human to Human. Sua empresa é feita por pessoas e vende produtos/serviços PARA PESSOAS. Lidamos com seres humanos antes de olharmos o crachá da organização. E cada um de nós tem visões de mundo bem distintas.

Mas o que isso tem a ver com design?

A inovação em uma empresa não precisa ser (necessariamente) tecnológica. Podemos inovar em processos, nos materiais, em produtos, na estratégia e também na tecnologia. Mas só conseguiremos ganhar a mente e o coração de nossos clientes se pensarmos nas necessidades DELES antes. Afinal, são a eles que queremos agradar, satisfazer, conquistar e manter. Não é mesmo?

É aí que o design entra!

Se misturarmos a Antropologia, que estuda pessoas e comportamentos, e técnicas de Design para planejar e criar, temos a combinação de dois mundos cheios de ideias. O design centrado no ser humano (Human Centered Design, ou HCD) passa por observar o comportamento das pessoas e mapear suas dores e necessidades, para só depois propor uma solução, e não o contrário!

A metodologia de Design Thinking, coringa em muitas situações, também se aplica neste caso. Podemos dividir o processo em 4 fases diferentes:

1) Descubra – Faça perguntas! Encontre pessoas (potenciais usuários) e passe o dia com elas. Converse sobre suas necessidades e dores. Observe o que elas falam, fazem, como se comportam.

2) Analise – Ideação e brainstorming. Pegue todas as suas descobertas e organize de uma forma lógica, identificando padrões recorrentes.

3) Prototipe – Pense em como seria uma possível solução. Crie um modelo, uma ideia. O importante aqui é saber se você entendeu bem a dor de seu usuário e qual – a sua – melhor forma de resolvê-la.

4) Teste – Sim, muitas vezes! Teste com pessoas reais. Mostre seu protótipo, interaja, pergunte o que as pessoas realmente acharam, anote cada reação.

Depois de tudo isso, pondere com carinho todos os comentários, positivos ou negativos. Cada feedback é importante como uma oportunidade para você e sua organização aprenderem e melhorarem a cada ciclo. Depois volte e comece tudo de novo, até achar a solução ideal.

Lembra-se da pergunta do início do artigo? Provavelmente seu app do coração é aquele que resolve seu problema da forma mais intuitiva, rápida, descomplicada e amigável possível. Quando você usa, fica até mais feliz e nem sabe direito o porquê. Acertei?

Imagem da chamada (free) – https://pixabay.com/photos/couple-sitting-holding-phone-young-1329784/

Juliana Burza é publicitária com MBA em Marketing e Relações Internacionais. Apaixonada por Design Thinking. Entusiasta de Inovação e Tecnologia. Acredita que a Transformação Digital começa nas pessoas. https://www.linkedin.com/in/juliana-burza/