Um olhar para dentro. Por Vitoria Peluso.

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No mês de abril estreei esta coluna levantando a seguinte questão: – O que é felicidade no trabalho?

A dúvida que ficou é como tornar o ambiente de trabalho um local feliz para os colaboradores. Ao contrário do que se possa imaginar, essa é uma tarefa possível. Com dedicação e vontade real as empresas podem, sim, encontrar a satisfação dos funcionários e obter bons resultados. Para isso, a missão é olhar para dentro.

Conhecer o perfil e os desejos, leia-se necessidades, dos seus colaboradores é essencial. Com a onda das startups criou-se a ilusão de que todos os empregados querem um ambiente de trabalho descolado, total flexibilidade e happy hour toda semana. Será mesmo? Pode ser tudo isso, como também podem ser desejos muito mais simples que, sendo atendidos, fazem a alegria de (quase) todos.

Quem está em busca de uma colocação no mercado de trabalho já deve ter visto anúncios de vagas prometendo de tudo um pouco em relação à experiência do funcionário na empresa: local descontraído, divertido, desafiador etc. Porém, muitas vezes sem mencionar o básico: remuneração e benefícios. Não estou dizendo que as pessoas estão interessadas apenas nas vantagens ofertadas pelo emprego, muito pelo contrário. No entanto, as empresas precisam mostrar o que têm a oferecer, como uma troca, ao invés de apenas apresentar o que estão exigindo dos candidatos.

No dia a dia, isso é ainda mais importante. Enganam-se as empresas que acreditam que está tudo resolvido após a contratação. O funcionário não entrará para trabalhar e ficará inerte, sem expectativas. Antigamente, isso até funcionava. Nossos avós, por exemplo, ainda tinham a cultura de que é importante manter-se em um emprego até a aposentadoria ou passar em um concurso público e garantir estabilidade de vida. Hoje, a situação é quase contrária. É necessário que a empresa tenha o esforço de reter o colaborador.

Uma pesquisa da ‘Love Mondays’, realizada em 2015, mostrou que o ambiente de trabalho é a qualidade mais valorizada pelos colaboradores. Ou seja, o bom clima organizacional é tão valorizado pelos colaboradores quanto as contrapartidas da empresa. Em seguida, aparecem os benefícios corporativos, competência profissional dos colegas, pontualidade no pagamento do salário, competitividade do salário, oportunidade de progressão na carreira e flexibilidade.

Já a pesquisa ‘Profissionais Brasileiros’ realizada pela Catho, do mesmo 2015, listou os benefícios mais importantes para os profissionais. Em primeiro lugar, aparece a assistência médica (74,6%), seguida de participação nos lucros (57,2%) e do vale-alimentação (52,4%). Além desses, são citados ainda benefícios como bonificação por desempenho, vale-transporte, assistência odontológica, auxílio-educação, seguro de vida, previdência privada, convênios, auxílio-creche, auxílio-moradia, dentre outros.

Conhecendo o seu público interno e tendo consciência do que necessitam, é possível determinar o que a empresa irá oferecer e mais do que isso, como irá comunicar-se com ele. Além disso, dentro da mesma organização também pode haver uma diversidade de públicos. Mas como tratar disso? É aí que entra o trabalho da comunicação interna, que irá ajudar a entender e buscar estratégias voltadas aos colaboradores.

Vitoria Peluso é jornalista e especialista em assessoria e gestão de comunicação. Atua há três anos com comunicação empresarial, comunicação interna e tem experiência como repórter e produtora de conteúdo.

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