SUA IMAGEM, SUA ESSÊNCIA - Que tipo de crenças sustentam a sua marca pessoal? Por Patricia Gonzalez.

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Iniciarei este texto de forma diferente. Em vez de uma afirmação, farei uma pergunta desafiadora: que imagem você tem a seu respeito? Mas, nada de economia nas respostas. O desafio está em ir além da simples descrição de traços físicos. Aprofunde-se em relatar aspectos psicológicos, imperfeições, habilidades, forças, pontos sensíveis, talentos e limitações. Vá fundo neste autodiagnóstico. Coloque em perspectiva muito mais do que a aparência, mas, especialmente, seus aspectos emocionais e cognitivos. Tome o tempo necessário e, se preferir, retome a leitura deste conteúdo depois. Quando encerrar a lista, adicione a seguinte reflexão: de que forma a minha autoimagem tem influência no tamanho das minhas realizações?

Sonhar grande ou sonhar pequeno dá o mesmo trabalho, como diria Jorge Paulo Lemann.  O sentido desta frase para mim é simplesmente o fato de que a mente é a grande gestora das marcas pessoais. Apesar de representar mais ou menos 2% de nosso peso físico, o cérebro consome, aproximadamente, 500 das duas mil calorias de que precisamos diariamente. Ou seja, toma cerca de 25% da energia que gastamos por dia. Podemos utilizar esta engrenagem para nos mover em direção a um caminho mais otimista ou pessimista em relação à comunicação que estabelecemos com nós mesmos e o mundo. Escolher entre a transparência na construção de relacionamentos ou a cortina de fumaça que nos separa das boas conexões no campo pessoal e profissional.

É claro que a autoimagem se forma a partir de uma dinâmica interna.  Mas o que pensamos de nós mesmos é influenciado pela imagem que criamos a nosso respeito, por meio da lente do outro. E isso começa lá na primeira infância, quando somos dependentes do olhar dos adultos para que seja estabelecida alguma forma de sermos classificados no mundo (espertos, inteligentes, sorridentes, distraídos e tantas outras etiquetas). A maneira como decidimos evoluir em relação ao enxergar-se verdadeiramente, por meio de um esforço essencial de autoconhecimento, será o grande medidor da velocidade de crescimento nas frentes prioritárias para a nossa marca pessoal. Se eu me vejo sempre em um caminho de expansão, direcionarei a minha mente nesse sentido. Porém, se minha autoimagem contempla restrições nesta jornada, terei possibilidades mais limitadas.

Sempre tendemos a moldar o nosso comportamento de acordo com o modo como enxergamos a nós mesmos, com todas as crenças disfuncionais que possamos ter criado ao longo do tempo. A boa notícia é que, quando aprendemos a transformar os pensamentos limitantes em afirmações voltadas para o crescimento, dando lugar para o chamado mindset positivo, algo de muito bom ocorre com a nossa autoimagem. Isso porque a maior ou menor complexidade desta jornada dependerá da força que concedemos ao viés positivo e negativo dentro de nossa mente. É nosso, somente nosso, o poder de escolher qual dos dois lados ganhará mais peso.

Agora, voltemos à pergunta lá do início deste texto. Quando indaguei sobre a forma como você enxerga a si mesmo, que lado foi mais potencializado em sua descrição? Depois de tudo o que refletimos aqui, não hesite se achar que deve refazer o seu autodiagnóstico.  Faça e refaça quantas vezes julgar necessário. A grande chave da evolução nesse sentido está justamente na disposição para o trabalho (árduo, muitas vezes!) de converter uma visão turva na necessária transparência que permita a abertura de diálogos internos positivos, criando um fluxo favorável para a comunicação com o mundo ao seu redor. Este é, sem dúvida alguma, o movimento capaz de gerar a maior realização para uma marca pessoal: o seu florescer.

Patricia Gonzalez é jornalista, pós-graduada em Marketing, Cinema Documentário e Psicologia Positiva. É mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais, analista comportamental e graduanda em Psicologia. Ao longo de quase três décadas, atuou como repórter em grandes jornais e executiva de comunicação em importantes organizações e agências do país. É docente, sócia-fundadora da consultoria de comunicação Múltiplas Narrativas e da Mulheres em Tribo – escola de gestão de imagem, carreira de transformação pessoal, voltada para o público feminino.

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