PAPO DE TERÇA - Design Thinking não é apenas para designers. Por Nathália Corrêa.

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Você já deve ter escutado esse termo, não é mesmo? Essa metodologia pode ser aplicada por qualquer profissional da área de comunicação e impactar os resultados dentro das empresas. E vai muito além de sair colando post-it por aí.

Design Thinking apresenta uma nova maneira de compreender os processos, resolver problemas e encontrar soluções a partir de uma outra perspectiva, pensando como designers para transformar a maneira como criamos estratégias, desenvolvemos produtos e serviços. É uma metodologia com o objetivo de ser funcional, atender os desejos e as necessidades dos clientes e, a partir daí, criar algo que gere valor.

Veja esse exemplo da GE Healthcare: o designer da empresa, Doug Dietz, desenvolveu uma excelente máquina de ressonância magnética. Mas ao ir a um hospital para ‘visitar’ o seu produto, foi informado de que era necessário sedar 80% das crianças para realizar o exame, pois elas tinham medo do aparelho. Ou seja, o produto foi excelente para quem? Doug não havia pensado nos sentimentos e na experiência dos usuários com o produto. Para tentar solucionar esse problema, aplicou o Design Thinking e realizou uma imersão com um grupo de pessoas no intuito de pensar novas alternativas para deixá-lo mais atraente. A primeira coisa feita foi frequentar os locais que as crianças gostam para compreender como se poderia criar um ambiente agradável para elas. O resultado foi a máquina da imagem abaixo. Nem é preciso dizer que as crianças perderam o medo e a experiência ruim foi transformada em uma experiência divertida.

Todo processo de comunicação, geralmente, passa por um brainstorm (a chamada ‘tempestade de ideias’), não é mesmo? Dentro do Design Thinking, esse é o segundo passo. Para aplicar a metodologia, é necessário seguir as seguintes etapas:

1. Imersão: momento de estabelecer o contato direto com o público, praticar a empatia, observar e entender suas necessidades e desejos.

2. Ideação: a partir do que foi levantado na imersão, é realizado um brainstorm em que toda ideia é válida para criação do produto ou serviço.

3. Prototipação: essa etapa é o momento de tirar as ideias do papel, testar diferentes protótipos para encontrar aquele que apresenta a melhor solução para o público.

4. Desenvolvimento: depois de aprovar o protótipo é hora de colocar a mão na massa, desenvolver, aplicar e fazer o lançamento do produto.

Para colocar a metodologia em prática, não tem mistério mesmo. Uma das ferramentas utilizadas durante a aplicação do Design Thinking é bem simples: usar o post-it. Sabe por quê? Para inovar não é preciso criar algo do outro mundo. O primeiro passo é compreender as necessidades reais das pessoas, se colocar no lugar do consumidor para pensar igual a ele.

A partir desse princípio, os modelos mentais orientam e ajudam bastante para que o processo criativo seja estruturado e as ideias organizadas por etapas. Como isso acontece? Na fase do brainstorm, cada colaborador é incentivado a escrever sua ideia (boa ou ruim, não importa – toda sugestão deve ser considerada) em um post-it. É nesse momento que irão surgir muitos pedaços de papel.. E todos devem ser colados em um quadro ou mural. Nesse momento o design entra, pois além da beleza de vários papéis coloridos juntos, a organização visual auxilia na hora de separar as ideias e realizar associações. Às vezes, uma ideia que parecia não fazer sentido, pode ser muito valiosa lá na frente.

Agora é a sua vez! Separe seus post-it e coloque o Design Thinking em prática hoje mesmo! Depois me conta quais foram as boas ideias que saíram da sua imersão!

Imagem: Jo Szczepanska por Unsplash.

Nathália Corrêa é bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e tem MBA em Marketing Digital. Atua na gerência de marketing e mídias sociais.

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