PAPO DE TERÇA - Carreira, dinheiro ou bem-estar: o que pesa na balança da sua vida?

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Esses dias recebi uma mensagem de um amigo que dizia o seguinte: ‘Mandei o seu currículo para uma conhecida que pediu indicação profissional para liderar um projeto de marketing digital para uma marca grande. Não sei do que se trata…’.

Fiquei feliz pelo reconhecimento do meu trabalho. Algumas horas depois, recebi a ligação e agendamos um bate-papo para o dia seguinte.

No meu atual emprego, me encontro confortável, aprendendo com os erros, acertando e sendo desafiada constantemente na área em que eu gosto de atuar. Mas topei conhecer a proposta. Às vezes, para um possível trabalho como freelancer ou, como bem disse meu amigo ‘para conhecer outros profissionais e ser conhecida por eles’.

Após alguns longos minutos de conversa com uma moça muito simpática de sotaque baiano, gostoso de ouvir, entendi o escopo de trabalho e conheci a empresa. A vaga era para uma contratação efetiva e realmente uma oportunidade de atender uma grande marca. Mesmo sem a pretensão de um novo emprego, analisei a proposta durante horas e concluí que não seria viável em vários aspectos, entre eles, financeiro, localização e a função que não era exatamente o que eu almejava, pelo menos no momento. Apesar do papo produtivo, retornei agradecendo o contato. Para minha surpresa, veio a contraproposta com a possibilidade de eu mesma sugerir o salário que me atendesse. Quem não se anima com uma proposta dessas?

Resolvi contar esse caso porque me obrigou a refletir sobre quais são os pesos que eu estou colocando nos pratos da balança da minha vida. Já parou p’ra pensar? Acredito que você, assim como eu, foi influenciado pelas gerações anteriores nas suas escolhas profissionais. Um bom emprego é aquele que te proporciona estabilidade financeira, garantias e a possibilidade de crescimento profissional. Não é isso? Eu também concordo, sempre busquei e ainda valorizo esses benefícios. Porém, acrescento outros: bem-estar, qualidade de vida e estabilidade emocional. A rotina pode não ser algo tão ruim quando você constrói uma relação sadia com o seu trabalho. Por isso, é imprescindível ter foco e propósito bem definidos.

Outra lição que pude extrair dessa situação foi não se privar de vivência e estar disponível para a troca profissional. Sim, troca. Aquele bate-papo p’ra mim foi muito mais que uma entrevista de emprego. Debatemos o mercado, conheci os procedimentos de outra agência, concordamos em alguns desafios atuais do digital, abordamos como uma boa performance contribui para alcançar resultados… e foi, praticamente, um benchmarking. Desliguei o telefone naquela manhã com a sensação de que, apesar de ter muitos passos a seguir pela frente, estou na direção certa. E o futuro só depende do autoconhecimento que possuímos sobre onde queremos chegar e da dedicação que dispensamos nesse caminhar.

E, assim, eu tento manter a minha balança sempre em equilíbrio… e, às vezes, permitindo que algumas experiências tenham mais peso para que o futuro se construa com a força que a gente almeja.

Imagem: Averie Woodard por Unsplash.

Nathália Corrêa é bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e tem MBA em Marketing Digital. Atua na gerência de marketing e mídias sociais.