O que o judô ensina sobre a vulnerabilidade? Por Adriana Linhares.

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Não é preciso conhecer a fundo a filosofia do judô para saber que a faixa preta está na escala das mais altas graduações do esporte. Das claras às mais escuras, as cores acompanham as patentes do judoca. Mas o que o credencia a chegar ao topo? Técnica? Disciplina? Concentração? Também, mas especialmente a persistência.

Sim, pois a diferença entre as faixas branca e preta é que o último nunca desiste. E aí, claro, nem é preciso ser adepto ao esporte para saber que essa habilidade também movimenta o placar fora do tatame. É que a prática milenar transcende o papel de defesa pessoal. Mas o que a persistência ensina em cenários de vulnerabilidade?

Recorro a três insights para tentar responder. São antídotos para um momento de mudanças profundas, altos e baixos e, claro, volatilidade, incertezas, complexidade e ambiguidade (alô, alô, mundo VUCA!). Lancei mão desses conteúdos para dar aquela vitaminada diária em minha fé (na vida). Espero que faça sentido para você também.

Continue nadando

Essa é uma virtude dos atletas (e não apenas dos judocas). Sem patrocínio, sem estrutura para treinamento e, muitas vezes sem perspectivas, muitos focam (apenas) na possibilidade de vencer. E, tratando de atletas e em não desistir, Diana Nyard é uma referência e tanto. Ela nadou de Cuba à Flórida, em condições extremas, aos 64 anos. Também podemos voltar ao judô que tem, entre seu ideário e espírito, a máxima de ‘quem teme perder já está vencido’. Assista aqui – https://bit.ly/35eXgHX.

Gangorra da vida

No roteiro da vida real, vivenciamos altos e baixos, em maior e em menor proporção. Perdas e encerramentos de ciclos da mais variada sorte, do emprego, do relacionamento e até perda de entes queridos. A escritora Céline Santine aborda a fragilidade e a beleza da nossa existência a partir da metáfora de uma tigela de vidro. Assista aqui – https://bit.ly/36iQi42.

Medo, sim. E tudo bem!

Como citamos esportes, cabe aqui o trecho da letra de uma música de Guilherme Arantes gravada por Elis Regina, em 1980: ‘vivendo e aprendendo a jogar: nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas, aprendendo a jogar’. E disso aliamos o que se pode aprender com o medo e as histórias mirabolantes… fogo para a gasolina da ansiedade. É esse o assunto que a escritora Karen Thompson Walker aborda em sua palestra, que lembra a trajetória de um navegador. Assista aqui – https://bit.ly/3kf8K2c.

Adriana Linhares possui sólida experiência em comunicação corporativa construída ao longo dos últimos 20 anos nos setores de educação, saúde, bem-estar, terceiro setor e indústria. Jornalista e especialista em gestão estratégica, atua como produtora de conteúdo e copywriter em projetos de marketing de conteúdo e marketing inbound.