NOVA COLUNISTA: Patricia Gonzalez - Sua Imagem, Sua Essência.

Share Button

O que você quer para a sua marca pessoal na Era pós-pandemia?

Desde o primeiro dia em que iniciamos o processo de isolamento social, causado pela pandemia da Covid, nós e o mundo já não éramos mais os mesmos. Dentro de casa, nos tornamos seres humanos desafiados a enxergar com lupa nossos sentimentos e emoções diante do desconhecido, ainda que este seja a própria realidade de nossas vidas pessoais. Do lado de fora, a guerra invisível que vem provocando uma revolução no Planeta rumo à uma nova Era, a qual ainda não sabemos ao certo como será. Porém, em meio a este cenário de alta complexidade, com proporções que podem ser bem maiores do que imaginamos, surge uma certeza: esta é a grande oportunidade para nos reinventarmos. A chance de renovação, de aproveitar a brecha de mudança que se apresenta para contar uma nova história sobre nossas marcas pessoais.

É claro que apenas ter consciência disso e não tomar qualquer atitude, certamente não levará a lugar algum. A teoria pode ser bonita e impactante, soando como um alento nestes tempos difíceis, mas só funcionará se conseguimos encontrar o chamado caminho do meio, ou seja, o equilíbrio entre os conceitos para a boa gestão de sua marca pessoal e o exercício diário da semeadura das atitudes que poderão gerar os bons frutos que você deseja colher mais adiante. Em uma única frase: você precisa assumir o controle de seu maior patrimônio. Somente você pode fazer isso. Ninguém mais.

Este contexto de caos mundial, de dificuldade na previsão de cenários provocada pela alta taxa de volatilidade, incertezas, complexidade e ambiguidade – o chamado mundo VUCA (da sigla em inglês), cujo conceito foi criado em 1990, num contexto militar (pós-Guerra Fria) e adotado pelo universo dos negócios durante a crise econômica global de 2008 – requer rápidas reflexões e agilidade na mudança de postura por parte dos profissionais. É claro que esta não é uma tarefa fácil. Os elementos que compõem o universo VUCA vêm massacrando nossas marcas pessoais, diuturnamente, por meio de uma batalha de discursos os quais nos desafiam a lidar com o medo, a angústia e as dúvidas crescentes sobre a direção que devemos seguir. Manter o capital psicológico em alta para não sucumbir a um estado de paralisia é necessário. Pensar o futuro de sua marca, que se desenha neste confuso hoje, é crucial.

O ciclo da Imagem Positiva na nova Era.

É fato que a forma como nos comunicamos com o mundo já mudou e mudará cada vez mais. A veiculação da capa em branco da Vogue Itália – convocando o mundo a escrever uma nova história, a recomeçar, a fazer diferente nesta Era que vem chegando – é, a meu ver, muito emblemática nesse sentido. E isto nos faz refletir sobre quantas e quantas autoridades de marca emergem e submergem, em todas as camadas da sociedade, neste momento difícil que vivemos? Que percepção de realidade estas marcas proporcionam? Estas realidades estão conectadas com os nossos (novos!) valores, com as nossas (novas!) crenças? Reinventar-se como marca pessoal, como cidadão, como indivíduo que habita este mundo em transição para um cenário pós-revolução trazida pela Covid-19 é uma forma de garantir a sobrevivência. E, para isso, é premente rever padrões de pensamento, posturas e posicionamentos.

Seguindo essa trilha de raciocínio, em tratando de personal branding, os elementos que dão suporte à confiança como principal ativo de uma marca (melhor comunicação: verbal e não-verbal, melhores relações, melhor atuação e sucesso) e formam o que chamamos de ‘Ciclo da Imagem Positiva’ começam a ser movidos por atributos que passarão a ter mais peso na Era pós-pandemia. E isso vale para quem trabalha como autônomo ou representa uma organização, um grupo. A regra é a mesma. Nesse sentido, vários estudos e análise de mercado apontam para as habilidades profissionais que precisarão, cada vez mais, ser desenvolvidas ou potencializadas, fazendo a diferença entre o sucesso ou não na gestão da boa reputação e imagem de uma marca pessoal. Aqui, destacarei as quatro que considero essenciais:

1. Resiliência: saber trabalhar em contextos de pressão e incertezas.
2. Visão estratégica e sistêmica: capacidade de antever, analisar todos os cenários, planejar, projetar resultados e mensurá-los.
3. Inovação e Criatividade: originalidade, coragem e ousadia para propor soluções que vão além do básico.
4. Visão de cidadania e bem comum: conhecimento e entendimento do contexto social no qual sua marca está inserida, senso de comunidade e capacidade de estimular a inteligência de grupo para produzir benefícios à coletividade.

A etimologia da palavra crise está ligada à decisão. É hora de decidir que atributos você quer associar à sua marca na Era pós-pandemia. A escolha é sua.

Patricia Gonzalez é jornalista, pós-graduada em Marketing, Cinema Documentário e Psicologia Positiva. É mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais, analista comportamental e graduanda em Psicologia. Ao longo de quase três décadas, atuou como repórter em grandes jornais e executiva de comunicação em importantes organizações e agências do país. É sócia-fundadora da Mulheres em Tribo – escola de gestão de imagem, carreira de transformação pessoal, voltada para o público feminino.