NOVA COLUNISTA: Aline Bensi - Starbucks e a comunicação interna.

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História de inspiração para muitos empreendedores, a multinacional Starbucks é um case de sucesso no mundo dos negócios. Uma empresa que iniciou pequena e atualmente possui mais de 30 mil lojas em 78 mercados, a Starbucks motiva pessoas a tomarem café com um propósito diferente: não apenas celebrar o café e a sua rica tradição, mas também promover sentimentos de conexão.

Inspirar e nutrir o espírito humano fazem parte da missão da empresa: uma pessoa, uma xícara de café e uma comunidade de cada vez. E com a comunicação interna (C. I.) isso não se fez diferente. Após assumir as atividades da empresa, por volta dos anos 1990, Howard Schultz se preocupou em conquistar a confiança dos colaboradores, para que pudessem transformar o sonho ambicioso em realidade. Mesmo com o melhor plano de negócios do mundo, ele entendeu que seria inútil se os funcionários não comprassem a ideia. Para ele, negócios são almas humanas servindo outras almas humanas.

Mesmo a C. I. não sendo um termo conhecido na época, Schultz entendia a importância de uma comunicação eficaz e a criação de laços com os funcionários, pois, na sua visão, uma empresa poderia ser construída de uma maneira diferente. ‘Se existe um feito do qual mais me orgulho na Starbucks, é a relação de confiança e segurança que construímos com as pessoas que trabalham na empresa’. (SCHULTZ, 1997, p. 13).

Schultz desenvolveu uma comunicação transparente com os funcionários da Starbucks e, passou a compartilhar os planos, sempre cuidadoso na forma de se expressar/comunicar com eles. De modo honesto, não fazia promessas mirabolantes e buscava engajá-los com os propósitos e planos da empresa, mesmo em tempos difíceis. Afinal, colaboradores engajados podem contribuir muito mais, não apenas para a empresa, mas para a sua família e para o mundo.

Ele também alega que o relacionamento de confiança com aqueles que se dedicam todos os dias pelo seu sonho cria uma conexão, pautada por dedicação com emoção, em busca de aperfeiçoamento. Como consequência, os números mostram que a empresa é diferenciada no mercado e, ocasiona, de forma ‘mágica’, o fortalecimento da ligação dos funcionários com os clientes.

O segredo para o sucesso da Starbucks foi o coração. Schultz buscou ir além com os colaboradores todos os dias. Ele construiu um legado que carrega até hoje: ajudar a tornar o mundo um pouquinho melhor. Para a comunicação interna, tenho certeza que o segredo é o mesmo: engajar os colaboradores com o coração é a forma mais eficiente de se trabalhar. Muitos comunicadores não enxergam a oportunidade de vida e aprendizado que a C. I. carrega: criar conexões, de coração para coração.

Para saber mais sobre a história, leia o livro: ‘Dedique-se de coração: a história de como a Starbucks se tornou uma grande empresa de xícara em xícara’, de Howard Schultz.

Aline Bensi, por ela mesma: conectando com amor – a comunicação pelos olhos de uma jovem jornalista. 25 anos. Ex-dançarina. Um dia já foi aspirante a atriz. Ama o que faz: comunicação interna. Sem medo do voo, pulou de paraquedas e encontrou o seu lugar.

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