NOVA COLUNA: Cultura & Tecnologia - O digital como parte da revolta em Hong Kong. Por Andressa Soilo.

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A ‘entrega’ da (semi)autonomia e a frustração de Hong Kong.

Quando Carrie Lam, atual Chefe do Executivo de Hong Kong, anunciou em fevereiro de 2019 projeto de lei de extradição que concedia ao governante o poder de enviar fugitivos para serem julgados em outras jurisdições, como a China e Taiwan, um novo episódio da revolta popular de Hong Kong pró-democracia era instaurado.

De acordo com autoridades de Hong Kong, o projeto da lei de extradição foi desencadeado a partir do caso de Chang Tong-kai, um homem honconguês acusado de roubo, lavagem de dinheiro e do homicídio de sua namorada Poon Hiu-wing, enquanto estavam em Taiwan em fevereiro de 2018. Apesar de confessar os crimes após retornar a Hong Kong, Chan Tong-kai não pôde ser punido pelo crime de homicídio, pois os tribunais locais não têm jurisdição para julgar assassinatos ocorridos em Taiwan, nem acordos de extradição junto a este país.

O projeto, recebido por parcela da população como medida influenciada por autoridades de Pequim, viabilizaria, assim, o acordo de extradição com outros governos que poderiam processar honcongueses suspeitos de executarem crimes em seu território. Apesar de manter o acordo legal de entrega de pessoas suspeitas ou condenadas junto a 20 países (incluindo os Estados Unidos), a inserção da China neste rol trouxe questões especialmente delicadas às aspirações e noções culturais próprias de Hong Kong.

Leia a íntegra.

Andressa Soilo é doutora e mestra em Antropologia Social, e bacharela em Ciências Sociais e Direito. Tem interesse nas temáticas envolvendo tecnologias digitais, pirataria e propriedade intelectual.

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