MUNDO AFORA - A juventude quer salvar o mundo.

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A Revolução Industrial dos séculos XVIII e XIX trouxe mudanças significativas para o mundo com suas máquinas movidas a combustíveis fósseis e ação humana. Um marco para o capitalismo, um choque de globalização, os efeitos da Revolução Industrial mudaram os rumos da evolução das máquinas e do próprio ser humano.

Ainda no século XIX, a Australian National University realizou um estudo sobre o início do aquecimento global no planeta. O estudo mostra que a Terra reagiu rápido aos efeitos de emissão de CO2 já no começo da era industrial. Em 136 anos, a temperatura da Terra subiu 1,5 graus Celsius. Em 2100, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) indica que a marca atingirá até 5°C.

O aquecimento global não é visto como uma potente ameaça à humanidade por capitalistas como Donald Trump, Bolsonaro, e pelo presidente chinês, Xi Jinping. Na era Bolsonaro, 19 hectares da floresta amazônica são dizimados por hora.

A resistência em manter a economia como a maior potência sem mensurar os riscos não só para o planeta como para a própria existência humana deve acarretar, em alguns anos, mais seca, ciclones de maior intensidade, extinção de espécies e chuvas ácidas. O aumento da temperatura global causa o derretimento das geleiras, sobe o nível dos oceanos e as cidades costeiras são engolidas pela água. Existem ‘n’ situações que já acontecem no mundo e o tempo que resta para reverter isso é quase nulo. Segundo os cientistas vinculados à Organização das Nações Unidas, a humanidade teria 12 anos para reverter o problema climático.

Mas o planeta ainda tem sorte de existirem pessoas aptas a desenvolverem ideias e lutas contra o aquecimento global. Há duas semanas, o nome Greta Thunberg entrou para o Trending Topics do Twitter e nos portais de notícias do mundo todo.

Mas quem é Greta Thunberg?

Desde agosto de 2018, a estudante sueca falta às aulas todas as sextas-feiras para protestar contra o aquecimento global em frente ao parlamento em Estocolmo, na Suécia. O movimento Friday for Future reúne jovens de todo mundo. Um apelo aos seus representantes para que ajam enquanto ainda há tempo.

Greta Thundberg tem apenas 16 anos. E o seu empenho ganhou destaque no mundo todo: ‘Eu só cheguei na hora certa. Cada vez mais pessoas têm consciência da emergência em que vivemos, do fato de que estamos atravessando uma crise existencial que não foi nunca abordada dessa forma’, diz.

O movimento Friday for Future se declara apartidário e tem apenas um objetivo: cobrar dos governantes o que foi prometido no Acordo de Paris, em 2015. O Acordo, que começará a valer a partir de 2020, pretende estagnar o aumento da temperatura em 1,5°C por meio da eliminação dos gases do efeito estufa na atmosfera. Apesar do Acordo existir e começar a valer no ano que vem, a pressão social precisa ocupar os parlamentos e as ruas para que as sanções sejam cumpridas.

Vive-se em um mundo dominado por adultos, pessoas que tomam o poder em prol de causas plenamente econômicas guiadas por uma viseira ideológica. É necessário chegar ao ponto de haverem crianças fazendo o papel de adultos. Assim como não deveria ser ‘correto’ essas mesmas crianças faltarem as aulas para consertar os erros de homens ambiciosos. Mas essas crianças não querem tomar o lugar dos adultos, elas querem poder viver em um mundo habitável para si no futuro e para seus filhos e netos, eles só querem que os adultos se responsabilizem pelos seus atos e, como disse a própria Greta: ‘Parem de cagar no planeta em que vamos viver’.

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