HUMANIDADE EM PAUTA - Espiando o futuro da liderança humanista. Por Laize Barros.

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Todos nós buscamos por uma vida boa, com sentido e com propósito.

Já sabemos que ao propósito servimos e não o contrário.

E temos o conhecimento que uma vida que faça sentido deve, necessariamente, contemplar a “expansão de si próprio” que se traduz pela busca e manutenção de representações de si com valor positivo.

A expansão de si é a ampliação de nossa capacidade de sermos autênticos e coerentes com nossos valores e buscarmos a autorrealização.

Autorrealização é o grau máximo de satisfação com quem somos e o que fazemos.

Esta trajetória na direção da expansão de si mesmo também depende de nossa capacidade de escolher.

Os executivos Talita, 38 anos, e Marcelo, 48 anos, estão espiando o futuro humanista e experimentando viver com propósito.

Talita Ribeiro atuou como executiva em empresas como Bloomberg, IBM, SAP e Microsoft, e Marcelo Quintella no Google, Peixe Urbano e Loft – e se demitiram. Marcelo pediu demissão durante a pandemia.

Ambos justificam suas decisões pela intenção de repensar a trajetória profissional na busca por uma vida com mais propósito.

Na entrevista que concederam ao Valor Econômico declararam que desejam mais tempo para coisas além do trabalho.

Os executivos são exemplos do que anseia o líder do futuro e representam uma tendência na formação de lideranças.

Ao analisarmos a realidade percebemos que a pandemia acelerou o futuro do trabalho com o advento do home office afetando uma grande percentagem de famílias que migraram das cidades grandes para o interior para terem uma maior proximidade com a natureza.

Houve aumento na pesquisa e criação de recursos tecnológicos para atender às novas demandas educacionais, culturais e profissionais surgidas na pandemia.

Avançaremos ainda mais para uma divisão do trabalho com entregas e vínculos por projetos e uma horizontalidade da gestão com maior apelo à confiança entre líderes e equipe.

Ouvir os anseios da liderança nos aproxima do futuro.

Em recente curso na FIA sobre desenvolvimento profissional para alto valor, Sofia Esteves listou algumas megatendências atuais e habilidades necessárias que apontam para uma liderança autêntica.

E qual é o perfil do líder autêntico?

É um facilitador que tem seu foco em inspirar cada um para que tenha a coragem de ser quem é favorecendo a diversidade e a inclusão sem fronteiras. O líder autêntico, ao aceitar a própria vulnerabilidade e a possibilidade de errar exercendo a autocompaixão, abre as portas da empatia e inclui a todas e todos. Esse líder aprendeu mais sobre si mesmo e tornou-se um bom observador de si e dos demais.

Num cenário de incertezas destacam-se habilidades e competências como colaboração, criatividade e curiosidade, adaptabilidade, autocuradoria e capacidade de escolha.

Aprender mais sobre nós mesmos é mandatório na atualidade. Nunca foi tão necessário conhecer habilidades e talentos, limites e potências para criar o trabalho de nossas vidas.

O líder do futuro é capaz de propor trilhas de aprendizagem para sua equipe com uma curadoria que escuta, analisa, planeja, avalia e investe em pessoas.

E por onde começar a mudança?

A empresa e os líderes podem perguntar: “O que fazer para facilitar a rotina de trabalho das pessoas da equipe?”.

Essa pergunta gera diversas oportunidades de identificação e resolução de problemas.

Quando estamos diante de questões complexas devemos começar por fazer boas perguntas – e as soluções virão.

Fonte citada:

Executivos se demitem para repensar rumo profissional | Carreira | Valor Econômico (globo.com).

Eu sou Laize de Barros, ajudo pessoas a alinhar Vida e Carreira com mentorias e cursos. Psicóloga e Mestre em Psicologia e Educação (USP), colunista da Comunidade Marketing da Gentileza e do Observatório da Comunicação Institucional. Escritora das minhas histórias e das que espio nas janelas da vida. @laizedebarros IN IG