Fui demitido na quarentena, e agora? Por Duda Polibiano.

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Li um texto há pouco no LinkedIn e resolvi fazer um desabafo na tentativa de inspirar aqueles que podem estar na mesma situação.

Começo esse texto com um pedacinho do poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?

você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta?

e agora, José?”

Bem, eu fui demitida em abril deste ano, e o que fiz?

Vivi o luto por alguns dias, logo depois comecei a mandar currículos para os amigos, para as vagas que estavam abertas, mensagens para os amigos da hora, afinal, eu sempre trabalhei com networking, aquele momento era propício para explorar a rede de contatos. Entrei em todos os grupos de vagas possíveis, no LinkedIn e do Facebook.

Até que em um momento, em um dos grupos de WhatsApp, um amigo muito querido – @Giulio Fernandes – me falou o seguinte: Por que você não volta a empreender? Coisa que eu tinha ‘pausado’ há uns anos quando resolvi voltar para o mercado formal. Outros amigos também foram fundamentais para esse momento de retomada.

O que eu tenho para dizer hoje a você que se encontra desempregado é:

1. Viva o luto (mas, com limites, nada de ficar todos os dias assistindo a filmes e aguardando uma ligação – alerta de spoiler – ela não virá se você nada fizer).

2. Faça uma autocrítica, é difícil, mas devemos nos julgar, verificar o que fizemos de errado e o que fizemos de certo.

3. Faça uma auto-análise: reflita sobre no que você é expert. Mesmo que esteja fora do seu mercado de trabalho, por exemplo, se você é bom em fazer quentinhas, faça isso, desenvolva um mercado, vá a luta!

4. Faça uma revisão dos seus planos mirabolantes, aqueles insights e ideias que ficaram em um caderno antigo esperando o momento certo para serem postos em prática, porque você ‘não tinha tempo’. Agora você tem tempo.

5. Não tenha medo de mostrar o seu trabalho para as pessoas que te amam e aceite a ajuda delas.

No final de tudo, o plano B vira plano A. A motivação deve vir de dentro para fora.

Depois, pode até ser que você volte ao mercado, que tudo ‘volte ao normal’, mas viva o agora. Não fique esperando acontecer. Faça acontecer.

Duda Polibiano tem MBA em Marketing e Gestão de Negócios e é especialista em Marketing Digital.

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